<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843</id><updated>2012-01-24T12:29:37.845-08:00</updated><title type='text'>CLUBE DE MALUCOS POR LIVROS</title><subtitle type='html'>Comentários sobre livros, autores e curiosidades.Participe, mande matérias, deixe comentários.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-520249212526612278</id><published>2010-04-19T13:02:00.000-07:00</published><updated>2010-04-21T07:47:20.260-07:00</updated><title type='text'>A morte solitária de Marilyn - Manchete ded 18/08/1962</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S8yv5pkQleI/AAAAAAAABcM/xHHLJlfEn74/s1600/Digitalizar0068.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S8yv5pkQleI/AAAAAAAABcM/xHHLJlfEn74/s640/Digitalizar0068.jpg" width="272" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Durante os trinta e seis anos em que viveu, ela perseguiu a glória, a fortuna e o amor. Em nenhuma ocasião, todavia, logrou reter suas conquistas. Diversas vezes Marilyn Monroe teve que começar tudo de novo. Apenas o mito, criado em torno de seu nome, jamais desapareceu. MM, que ganhou celebridade internacional como "a moça da folhinha", foi encontada morta, despida e solitária, num modesto apartamento de Los Angeles.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S8ywqd6YIPI/AAAAAAAABcU/UOlbE9J0C-8/s1600/Digitalizar0069.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S8ywqd6YIPI/AAAAAAAABcU/UOlbE9J0C-8/s400/Digitalizar0069.jpg" width="345" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;&lt;span style="background-color: blue;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;O fim da deusa loura do cinema entrará no rol dos impenetráveis mitérios de Hollywood. Seu último desejo foi o de ser lembrada como boa atriz e não como uma mulher bonita&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt; que exibia o corpo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;"Na minha certidão de nascimento lê-se o nome de Norma Jean Mortenson. Disseram-me, desde pequena, que meu pai morreu num desastre de automóvel antes que eu nascesse. É tudo o que sei sobre minha origem e é o que sempre respondo quando me indagam a esse respeito. Na verdade, jamais pude comprovar esta história."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Marilyn Monroe fez esta revelação, anos atrás, ao jornalista Pete Martin, incumbido de escrever uma de suas muitas biografias. "Notei desde o inicio", contou ele a alguns amigos, "que a estrela não gostava de falar do passado. Muitas vezes confundia fatos e trocava datas de propósito, com o fim de deixar as coisas um tanto ou quanto obscuras."O certo é que a pequena Norma nasceu e cresceu como órfã. Morou um tempo com a mãe e, também, com uma tia. Tinha onze anos de idade quando foi levada para um orfanato. O pessoal do Los Angeles Orphan"s Home ainda se recorda da menina morena que ali entrou chorando, enquanto repetia: "Eu não quero ficar aqui, não quero! Eu não sou órfã. Minha mãe ainda está viva."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Os responsáveis pelo internamento tinham sido&amp;nbsp;os Lesters, casal de artistas aos quais Gladyz, mãe de Norma, confiara a filha. Como passassem tres meses sem que Gladyz remetesse qualquer dinheiro para o sustento da menina, seus anfitriões resolveram interná-la. No entanto, Norma Jean foi designada para trabalhar na cozinha. Três vezes por dia lavava e enxugava pratos, copos e talheres de cem pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Durante dois anos ficou encerrada naquele casarão. Sua mãe, embora sofrendo das faculdades mentais, tirou-a do internato. Mas, o mal já estava feito: Norma contraíra tremendo complexo de inferioridade. Chegou a comentar com uma amiga: "Durante aqueles vinte e quatro meses eu quase quase não abri a boca para falar. Acabei, mesmo, ficando com medo de pronunciar qualquer palavra. Durante as aulas, no orfanato, era sempre ridicularizada pelos colegas, pois só respondia errado aos professores. Tinha a impressão de que todas as pessoas eram más. Aliás, até hoje não me sinto bem nas festas e recepções nas quais há muitos desconhecidos."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Com treze anos de idade, iniciou uma peregrinação pelas casas de diversas familias, membros de instituições beneficentes da infância desamparada. Dois anos depois, tendo sofrido muitos dissabores, foi recebida por Ana Lower. Era uma viúva que não tinha filhos. Desde o primeiro dia, simpatizou com Norma Jean. Espirituosa e inteligente, sabia que o afeto das crianças não pode ser comprado apenas com doces. Tocava piano e sua diversão predileta consistia em cantar com a menina. Certa ocasião, deu-lhe de prssente um suéter azul. No dia seguinte, a pequena causou sensação na escola. Já tinha o busto bastante crescido e o suéter lhe realçava as formas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;"Lembro-me", conta Marilyn, "que naquele dia eu fui a grande sensação da escola. Os rapazes me rodearam e cantaram em coro: Norma Jean - human bean (feijão humano)."Foi Ana Lower quem apresentou a filha adotiva a Jim Dougherty. O rapaz, com 21 anos de idade, ja fora corretor de imoveis, mecanico de geladeiras, auxiliar de tipógrafo, balconista de bar e auxliar de escritório numa companhia de aviação. O namoro entre os dois foi rapido. Meses após o primeiro encontro, a própria benfeitora da moça encarregou-se de redigir o seguinte convite: "Ana Lower tem o prazer de convidá-lo para assistir ao casamento de sua sobrinha Norma Jean Mortenson com o senhor James E. Dougherty, a realizar-se no dia 19 de junho de 1942, na residência do casal Chester Howell, Avenida South Benftley, Los Angeles, Califórnia." A futura estrela tinha, então, 16 anos de idade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Foram morar com os pais de Jim num subúrbio de Los Angeles. Norma não suportou os pais do marido e passava os dias trancada no quarto. Mudaram-se então para uma casinha, mas o casamento já estava praticamente desfeito. Dougherty foi convocado para o serviço militar. Embarcou num navio, em San Francisco, e rumou para as Filipinas. A esposa, sozinha, empregou-se numa fábrica de material bélico. O divórcio foi decretado enquanto Jim lutava na Pacifico. Pouco depois, Marilyn quase caiu em desespero, quando Ana Lower morreu. No seu primeiro trabalho, todavia, surgiu a sua primeira chance. Ela própria contou a Pete Martin:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;"Era uma fábrica de pára-quedas. Um dia apareceram por lá uns fotógrafos do exército, encarregados de documentar o nosso trabalho. Pediram para tirar minha foto, sem separado. Um deles perguntou se eu não tinha um suéter. Semanas depois o mesmo fotógrafo apareceu na fábrica com um belissimo Ecktachrome, perguntando se eu não queria ser modelo. Só então cheguei a conclusão de que ganhar cinco dólares por hora, posando, não deveria ser nada mau."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;As colegas de trabalho aconselharam-na a procurar, em Hollywood, uma escola de elegância chamada Blue Book. Ali ela aprenderia etiqueta e a arte de ser modêlo. Mas, não seria aquela a sua primeira ida à capital do cinema. Ana Lower costumava dar-lhe dinheiro para ali passear aos domingos. Queria encontrar nas ruas algum artista famoso, mas isso nunca aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Em Hollywood, fez amizade com Miss Snively, proprietária da Blue Book, que, além de escola, também era agência de modelos. Ganhava 80 dólares semanais, enquanto aprendia de "A" a "Z" a arte de posar para uma câmara. Figurou em anúncios de cervejas e dentifricios. Ela mesma contou, certa ocasião:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;"Apareci nas capas de dezenas de revistas. Cada vez inventavam um nome diferente para mim:&amp;nbsp;Norma Jean Dougherty, Norma Jean Baker, Jean Norman e uma porção de outros. A maioria das fotos era "sexy"."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S8y5MESmpHI/AAAAAAAABcc/R0ZBEnFjhlM/s1600/Digitalizar0069.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S88F3yZkLoI/AAAAAAAABc0/0QngxLvHfB4/s320/Digitalizar0073.jpg" width="298" wt="true" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: white; color: purple;"&gt;De filha de mãe com problemas mentais, ela transformou-se num ícone do cinema mundial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: purple;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S8y6VLJcvOI/AAAAAAAABck/KMPjhvLNP9s/s1600/Digitalizar0070.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="397" src="http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S8y6VLJcvOI/AAAAAAAABck/KMPjhvLNP9s/s400/Digitalizar0070.jpg" width="400" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;&lt;strong&gt;A Imprensa americana tentou por todos os meios inventar um romance de MM com o francês Yves Montand. Eles trabalharam juntos no filme "Adorável Pecadora". O galã europeu declarou: "Marilyn é a mulher mais torturada do mundo. Tem medo de envelhecer."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S8y628HIGJI/AAAAAAAABcs/5AIBb5yxTkY/s1600/Digitalizar0071.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="262" src="http://2.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S8y628HIGJI/AAAAAAAABcs/5AIBb5yxTkY/s400/Digitalizar0071.jpg" width="400" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Quando se separou de Joe Di Maggio, disse: "As mulheres que buscam a felicidade no casamento não podem ter Tv no quarto de dormir."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;"Excepcionalmente, posei, de maneira bucólica, para uma revista chama Family Circle." Segurava uma carneirinho. A colunista Hedda Hopper escreveu, então, que o célebre Howard Hughes se interessara pela minha foto e que mandria chamar-me para uma entrevista. Mas isso não aconteceu. No entanto, fui procurada por Harry Lipton, da Fox, que me apresentou a Ben Lyon, descobridor de talentos da companhia. Assinei um contrato de 125 dólares por semana. Confesso que, até então, eu jamais sonhara em ser artista de cinema. Apenas queria ganhar mais dinheiro."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Ivan Kahn, auxiliar de Lyon, na Fox, descreveu, anos atrás, num artigo, como transcorreu o primeiro dia de Marilyn Monroe no estúdio: "Quando ela entrou no palco, Ben Lyon pôs-se a gritar: Olhem! Olhem! Jean Harlow ressuscitou! A moça ainda estava um tanto atordoada com aquela recepção, quando Ben acercou-se dela e acrescentou,&amp;nbsp; eufórico: E não só Jean Harlow, não, sabe? Você também lembra muito Marilyn Miller. Mas, desculpe, eu esqueci de perguntar o seu nome. A moça respondeu com timidez: Norma Jean. Ben Lyon prosseguiu: Precisamos arranjar-lhe outro nome. Algo que tenha a ver com Jaen Harlow. A loura mal conseguia argumentar: O nome de solteira de minha mãe era Monroe e eu gostaria de conservá-lo. Ben roeu a unha nbervosamente e concluiu: Deixe-me ver, Jean Monroe ...Não, não soa bem. Espere, mas nós também falamos em Marilyn Miller. Que tal Marilyn Monroe? Assim foi batizada a nova estrela."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;O primeiro papel de Marilyn Monroe, no cinema, foi muito simples. Num cenário de bar de segundda classe, ela devia ficar sentada com um copo de uísque na mão. O galã entrava em cena e não lhe dava a menor confiança. A atriz aproximava-se dele, emitia um lânguido "alô" e via-o afastar-se. Mas quando o filme ficou pronto, o diretor julgou a tal cena desnecessária e suprimiu-a do roteiro. O que aconteceu em seguida foi narrado pelo famoso Ben Hecht, num recente livro sobre Hollywood: "Marilyn Monroe tinha um contrato de atriz principiante, na Fox, para fazer quartos e quintos papéis. Assim, estava com o ganha-pão assegurado e não precisava mais posar para anúncios. Um dia, recebeu a comunicação de que o seu contrato fôra cancelado e tentou o suicidio. Felizmente, com insucesso. Joe Schenk obteve-lhe, então, com Harry Cohn, um contrato para a Columbia. Duas semanas depois, ela recebeu um recado: Cohn queria conhece-la. Apresentou-se. Harry mostrou-lhe uma bela fotografia: Gosta? Era de um belo iate. Lindo, disse Marilyn. Que tal passar o fim-de-semana neste iate? A lourinha nem pestanejou: Teria imenso prazer em passar o fim-de-semana com o senhor e a sua esposa. O chefão ficou rubro: Como ousa falar em minha esposa? Quem você pensa que é para se misturar com a minha familia? Ponha-se daqui pra fora e aprenda a ser educada! Marilyn dirigiu-se para a porta, mas, antes de sair, teve um rasgo: Espero que o senhor, futuramente, renove seu convite, Mr. Cohn! Era audácia demais. Um grito encerrou o caso: Está despedida! Nunca mais volte ao meu estúdio! Marilyn Monroe partiu, e, com ela, 50 milhões de dólares de futuras bilhererias..."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Durante meses ficou sem qualquer trabalho e gastou até o seu último centavo. Lembrou-se, então, de Tom Kelley, um fotógrafo com o qual fizera amizade nos tempos da Blue Book. Souve que ele retratava moças despidas e vendia as fotos para uma companhia impressora de calendários. Kelley era o tipo do sujeito honesto. Antes de retratar qualquer modelo, costumava prevenir: "Saiba que você será reproduzida em milhares de folhinhas, a serem espalhadas por todo o território americano." Marilyn posou para uma foto, tendo como fundo uma cortina de veludo grená. Estava inteiramente nua. Já pouco tempo, ela revelou: "O trabalho de Keley não demorou mais de 15 minutos. Para mim, todavia, dura até hoje."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Recebeu 50 dólares pela fotografia. Mas teve sorte, pois recebeu um telefonema da Metro. Encaminharam-na ao estúdio "C", onde foi recebida por um rapaz alto. Era John Huston que, laconicamente, perguntou-khe: "Você sabe representar?" O jovem diretor explicou-lhe, em poucas palavras, qual seria o seu trabalho em "ASphalt Jungle" (O Segredo das Jóias). Louis Calhern ficaria sentado num sofá e ela, deitada sobre sua perna, ema titude de amantezinha estúpida e sofisticada, deveria olhar para o ator e chamá-lo de "titio", com voz de boneca. A cena saiu perfeita e quando o filme (um dos clássicos do cinema americano) foi exibido, a Metro recebeu milhares de cartas indagando: "Quem é aquela loura?"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Os diretores do estúdio quiseram, logo, contratá-la. Mas era tarde. A Fox passara-lhes à frente, oferecendo à atriz principiante 500 dólares por semana. A sorte começara a sorrir para ela com toda a intensidade. Obeteve outro pequeno papel.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S88P5INrabI/AAAAAAAABc8/P8uoivfEtt4/s1600/Digitalizar0072.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S88P5INrabI/AAAAAAAABc8/P8uoivfEtt4/s640/Digitalizar0072.jpg" width="222" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-520249212526612278?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/520249212526612278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=520249212526612278&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/520249212526612278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/520249212526612278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2010/04/morte-solitaria-de-marilyn-manchete-ded.html' title='A morte solitária de Marilyn - Manchete ded 18/08/1962'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S8yv5pkQleI/AAAAAAAABcM/xHHLJlfEn74/s72-c/Digitalizar0068.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-3485412434977659701</id><published>2010-01-04T12:13:00.000-08:00</published><updated>2010-04-21T07:39:17.943-07:00</updated><title type='text'>Afrânio Coutinho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S0JLUJC3luI/AAAAAAAABaE/YSFHb432-Fo/s1600-h/afranio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S0JLUJC3luI/AAAAAAAABaE/YSFHb432-Fo/s640/afranio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;"Há um sentimento desconhecido das gerações olímpicas de antes de 1914, e que é experimentado agudamente, pelos homens nascidos com o século. É a instabilidade, a incerteza do dia de amanhã, a impressão de que tudo para nós é provisório, passageiro, não tem sentido perene. Esse sentimento de provisoriedade, que Strowski e Crémieux entre outros estudaram no homem contemporâneo, e que tão bem testemunha a Literatura, constitui a origem de toda a nossa crise; crise moral, a ausência de laços normativos; crise psicológica, a incerteza ou a falta de direções doutrinárias, a inaptidão para os trabalhos da inteligência, a debilidade mental; a crise metafísica e crise religiosa, a incapacidade de viver em profundidade. Essa a nossa crise, que a inquietude contemporânea, o novo mal do século, exprimiu com patetismo. Só lhe escapam os conformados e satisfeitos, os que não indagam sobre o próprio destino, os acomodados em seu vazio interior. Todos nós, diz um de nossos companheiros, temos o ímpeto estouvado e o açodamento de quem receia perder o comboio. Não sabemos para onde se&amp;nbsp;dirige, nem mesmo se partirá; mas é preciso tomar antes dos outros nosso lugar no comboio."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correntes Cruzadas - Editora a Noite, 1953.&lt;br /&gt;Á venda na &lt;a href="http://www.livrariaphylos.com.br/"&gt;http://www.livrariaphylos.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-3485412434977659701?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/3485412434977659701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=3485412434977659701&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/3485412434977659701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/3485412434977659701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2010/01/afranio-coutinho.html' title='Afrânio Coutinho'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S0JLUJC3luI/AAAAAAAABaE/YSFHb432-Fo/s72-c/afranio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-2407374827766112275</id><published>2009-11-13T14:34:00.000-08:00</published><updated>2009-11-13T14:34:44.322-08:00</updated><title type='text'>Frank Herbert, o autor da série Duna</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/Sv3e9SGhoPI/AAAAAAAABYU/y8E4bdwtAZk/s1600-h/frankher.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sr="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/Sv3e9SGhoPI/AAAAAAAABYU/y8E4bdwtAZk/s640/frankher.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Frank Herbert nasceu em 1920 em Tacoma, Washington. Desde cedo soube que queria ser escritor e, em 1939 mentiu sobre a sua idade para conseguir o seu primeiro emprego no jornal Glendale Star.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Houve um hiato temporário em sua carreira de escritor enquanto ele serviu na marinha americana como um fotógrafo durante a Segunda Guerra Mundial. Ele casou-se com Flora Parkinson em 1941, mas se divorciou em 1945 após o nascimento de sua filha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Depois da guerra, ele foi até a Universidade de Washington onde conheceu Beverly Ann Stuart numa turma de escrita criativa em 1946. Eles eram apenas estudantes numa turma onde ninguém havia vendido qualquer tipo de publicação—Herbert havia vendido duas histórias para revistas e Stuart havia vendido uma história para revista Modern Romance. Eles se casaram em Seattle em 20 de junho de 1946. Seu primeiro filho, Brian Herbert nasceu em 1947. Frank Herbert não se formou em uma faculdade, de acordo com Brian, porque ele só estudava o que lhe interessava e, portanto, não conseguia completar os cursos necessários.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Depois da faculdade, ele retornou ao jornalismo, trabalhando no Seattle Star e no Oregon Statesman. Ele também foi escritor e editor da revista California Living (da San Francisco Examiner) por mais de uma década.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Herbert começou a ler ficção científica nos anos quarenta e, na década de 50 começou a escrevê-la, com pequenas histórias que eram publicadas em Startling Stories e outras revistas. Durante essa década publicou cerca de 20 histórias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Herbert recusou-se a permitir que a grande banda inglesa de heavy metal IRON MAIDEN utilizasse o nome da sua obra "Duna" num dos seus temas do album "Piece of Mind", pois como americano não lhe agradava boa música, coroando-se assim como "The greatest douche of the universe". A música de Iron Maiden ficou conhecida como "To Tame a Land"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sua carreira como romancista começou com a publicação de The Dragon in the Sea em 1955, história ambientada num submarino do século 21 como uma forma de explorar sanidade e loucura. O livro previu os conflitos mundiais sobre a produção e o consumo de petróleo. O livro foi um sucesso de crítica, mas não atingiu grande sucesso comercial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Herbert começou a pesquisar Duna em 1959 e pode dedicar-se em tempo integral a obra porque sua esposa voltou a trabalhar em tempo integral como escritora de propagandas para lojas de departamento. Helbert relatou mais tarde em sua entrevista com Willis E. McNeilly que o romance iniciou-se quando ele supostamente deveria escrever um artigo sobre dunas de areia de Florence, Oregon, mas ele ficou tão envolvido que retornou com muito mais material do que seria necessário para um simples artigo. O artigo nunca foi escrito, mas serviu como base para as idéias que levaram a "Duna".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Depois de seis anos de pesquisa e escrita, Duna foi terminado em 1965. Muito longe do que se esperava de ficção científica na época, ele foi publicado na revista Analog em dois volumes separados, em 1963 e 1965. Ele foi rejeitado por aproximadamente 20 editoras antes de finalmente ser aceito. Um editor profeticamente escreveu "Posso estar cometendo o erro da década, mas...," antes de rejeitar o manuscrito. Mas Chilton, uma editora de pequeno porte na Filadélfia deu a Herbert um adiantamento de U$7500,00 e Duna logo foi um sucesso de crítica. Ele ganhou o prêmio Nebula pelo melhor romance em 1965 e dividiu o prêmio Hugo em 1966. Duna foi o primeiro romance de ficção científica ecológico, contendo uma grande quantidade de temas inter-relacionados e diferentes pontos de vista de seus personagens - uma característica presente em todo o trabalho maduro de Herbert.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O livro não se tornou um bestseller instantâneamente. Em 1968 Herbert ganhara U$2000,00 com suas publicações, muito mais do que os romances de ficção científica da época estavam lucrando, mas não o suficiente para torna-lo um escritor em tempo integral. Entretanto, a publicação de Duna abriu muitas portas. Ele foi um professor de escrita no Seattle Post-Intelligencer de 1969 até 1972 e estudante de uma série de temas interdisciplinares na Universidade de Washington (1970–2). Ele trabalhou no Vietnam e no Paquistão como consultor social e ecológico em 1972. Em 1973 foi diretor de fotografia do programa de televisão The Tillers.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Um homem é um idiota em não colocar tudo de si, a qualquer momento, no que está criando. Você está fazendo a coisa no papel. Você não está destruindo, está plantando uma semente. Então, não se preocupe com inspiração, ou qualquer coisa como isso. É apenas uma questão de sentar e trabalhar. Eu nunca tive problemas em escrever apenas um parágrafo. Eu já ouvi falar disso. Eu me sentia relutante em escrever em alguns dias, por semanas inteiras, e as vezes até por mais tempo. Eu preferiria muito mais ir pescar, por exemplo, ou apontar alguns lápis, ou ir nadar, ou por que não? Mas, depois, retornando a leitura do que eu havia produzido, eu era incapaz de detectar a diferença do que veio facilmente e do que eu fiz quando me sentei e disse "Bem, agora é hora de escrever e agora eu vou escrever". Não havia diferença entre um papel e outro." - Frank Herbert&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Em 1972 ele pode se tornar um escritor em tempo integral e durante os anos 70 e 80, teve um sucesso comercial considerável como escritor. Ele viveu entre os estados do Hawaii e Washington. Em sua época ele escreveu vários livros e abordou temas ecológicos e filosóficos. Ele continuou a saga Duna, continuando com O Messias de Duna, Os Filhos de Duna e O Imperador Deus de Duna. Outros textos foram The Dosadi Experiment, The Godmakers, The White Plague e os livros que escreveu em parceria com Bill Ransom: The Jesus Incident, The Lazarus Effect e The Ascension Factor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas sua ascensão foi marcada por tragédia. Em 1974, Bervely foi operada de cancer, o que deu a ela mais dez anos de vida, mas afetou sua saúde. Ela morreu em 7 de fevereiro de 1984. Em sua dedicatória em As Herdeiras de Duna, Herbert escreveu uma nota para sua esposa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;1984 foi um ano tumultuado na vida de Herbert. No mesmo ano que sua esposa morreu, sua carreira decolou com o lançamento da versão filmada de Duna, por David Lynch. Apesar da grande expectativa, de uma produção com grande orçamento e com um elenco classe A, o filme foi pouco elogiado pela crítica e público nos Estados Unidos. Entretanto, apesar da resposta americana desapontadora, o filme foi um sucesso na Europa e no Japão. No mesmo ano Herbert publicou o quinto livro da saga, Os Hereges de Duna. Finalmente, após a morte de Bervely, Herbet casou-se com Theresa Shackelford depois de um ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Em 1986 Herbert publicou As Herdeiras de Duna, que deixou em aberto várias possíveis sequências para a saga. Esse foi o trabalho final de Herbert que morreu de cancer do pancreas em 11 de fevereiro de 1986, na cidade de Madison, Wisconsin com 65 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Continuação da série&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Atualmente, Brian Herbert (filho de Herbert) e Kevin J. Anderson iniciaram adições ao universo de Duna, usando notas deixadas para trás pelo próprio Frank Herbert. As notas continham textos de antes dos eventos de Duna e depois de As Herdeiras de Duna. Agora eles estão preparando os dois romances subsequentes, chamados Hunters of Dune (Caçadores de Duna) e Sandworms of Dune (Vermes da Areia de Duna), baseado nos rascunhos de "Duna 7" deixados antes da morte de Herbert.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Idéias e temas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eu acho que ficção científica ajuda, e aponta em direções muito interessantes. Ela aponta para direções relativas. Dizem que temos imaginação para essas outras oportunidades, essas outras escolhas. Nós tendemos a nos prender às escolhas limitadas. Nós dizemos "Bem, a única resposta é..." ou "Se você apenas..." qualquer coisa que se siga a essas duas afirmações elimina as alternativas aí mesmo. Coloca a visão tão próxima ao chão que você não consegue ver nada mais do que ocorre a sua volta. Humanos tendem a não olhar à longa distância. Agora, somos requisitados, nessas gerações, a ter uma visão mais ampla sobre o que inflingimos ao mundo a nossa volta. Aqui é, eu acho, onde a ficção cientifica está ajudando. Eu não acho que apenas escrevendo um livro como Incrível Mundo Novo ou 1984 evita as coisas ali retratadas de acontecerem. Mas eu acho que elas nos alertam e tornam a possibilidade menos provável. Ela nos torna conscientes de que podemos estar tomando essa direção." - Frank Herbert.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Frank Herbert usou seus romances de ficção científica para explorar idéias complexas envolvendo filosofia, psicologia, política e ecologia, o que despertou o interesse de muitos de seus leitores nessas áreas. Um traço marcante no trabalho de Frank Herbert é a sua fascinação pela questão da sobrevivência humana e sua evolução. Frank Herbert atraiu um conjunto de fãs fanáticos, muitos dos quais lêem todos os trabalhos de Herbert, ficção ou não, e vêem Frank Herbert como uma espécie de guru. Na verdade, foi devido a essa devoção que alguns dos leitores de Herbert foram acusados de tentar criar um culto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Existe um grande número de temas chave no trabalho de Herbert:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;. A preocupação com liderança. Ele explorava especialmente a tendência humana de seguir lider carismáticos de maneira praticamente escrava. Ele lidava profundamente com as fraquezas e potenciais da burocracia e do governo;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;. Herbet foi provavelmente o primeiro autor de ficção científica a popularizar as idéias sobre Ecologia e Pensamento Sistêmico. Ele estressou a necessidade dos seres humanos de pensar tanto sistemicamente quanto a longo prazo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;.O relacionamento entre religião, política e poder; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;. A sobrevivência humana e evolução: Herbert escreveu os Fremen, os Sardaukar, e o Dosadi, que eram moldados pelas terríveis condições de vida em perigosas super-raças;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;. Possibilidades humanas e seu potencial: Herbert trouxe os Mentats, as Bene Gesserit e a Bene Tleilax como diferentes visões das possibilidades humanas;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;. A natureza da sanidade e da loucura. Frank Hebert era muito interessado no trabalho de Thomas Szasz e Anti-psiquiatria;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os possíveis efeitos e consequências da alteração química da consciência, como com a Melange na saga Duna;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;. Como as formas de linguagem moldam a forma que a população pensa. Mais especificamente Herbert foi influenciado pela Semântica Geral de Alfred Korzybski;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;. Sociobiologia. Como os instintos inconscientemente influenciam o comportamento e a sociedade;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;. Aprendizagem, educação e pensamento;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;. A influência do subconsciente nas atitudes humanas;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Frank Herbert cuidadosamente esquivou-se de oferecer respostas para seus leitores para muitas das questões que ele explorou, sendo a escrita em multi-camadas sua característica mais marcante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Status e impacto na ficção científica&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Duna é um romance de ficção científica best-seller mundial, o mesmo vale para a saga Duna também best seller na área. Além disso, Duna foi fortemente aclamado pela crítica, ganhando o prêmio Nebula em 1965 e dividindo o prêmio Hugo em 1966. De acordo com Robert A. Heinlein, o épico de Herbert é "poderoso, convincente e muito engenhoso".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Duna também é considerado um marco entre os romances por uma série de razões:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Como o romance de Heinlein, de 1961, Um Estranho numa Terra Estranha, o livro Duna de 1963 representou um movimento para uma abordagem mais literária dos romances de ficção científica. Antes de sua época, dizia-se que tudo o que era necessário para um livro de ficção científica ter sucesso era uma ideia tecnólogica de sucesso. Caracterização e uma boa história ficavam em um distante segundo plano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Duna é um marco em ficção científica suave. Herbert deliberadamente suprimiu a tecnologia no seu universo, para que pudesse trabalhar o futuro da humanidade, ao invés do futuro da tecnologia da humanidade. Duna considera a forma que os humanos e suas instituiçães evoluíram pelo tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Duna foi o primeiro grande romance de ficção científica ecológico. Frank Herbert foi um grande percursor de idéias científicas; muitos dos fãs dão a Frank Herbert o crédito por introduzir-lhes a filosofia e psicologia. Em Duna ele ajudou a popularizar o tempo ecologia e alguns dos seus principais conceitos, visivelmente expondo o senso de alerta global. Gerald Jones mostra no New York Times Book Review: "Tão completamente o sr. Herbert trabalhou as interaçães do homem, da fera, da geografia e do clima que Duna se tornou um padrão para o novo subgénero de ficção científica 'ecológica'. Enquanto a popularidade de Duna cresce, Herbert embarcou em um tour académico pelos capus das faculdades, explicando como as preocupações ambientais de Duna eram análogas as nossas próprias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Finalmente, Duna é considerado uma construção de um mundo verdadeiramente épica. O Library Journal reporta que "Duna é para ficção científica o que O Senhor dos Anéis é para fantasia." Frank Herbert imaginou cada faceta de sua criação. Ele amavelmente incluiu glossários, citações, documentos, e histórias, para tornar o seu universo vivo aos olhos de seus leitores. Nenhuma história de ficção científica anteriormente assemelhou-se tanto a realidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Herbert escreveu mais de vinte romances após Duna que são avaliados como de qualidade variável. Livros como The Green Brain, The Santaroga Barrier e Hellstrom's Hive aparentemente relembraram os tempos anteriores a Duna, quando uma boa idéia tecnológica era o único elemento necessário para um bom romance de ficção científica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Herbet nunca igualou a aclamação da crítica que recebeu por Duna. Nem mesmo suas sequências de Duna ou qualquer um de seus outros livros ganhou os prémios Hugo ou Nebula, embora quase todos tenham sido Bestsellers do New York Times. Alguns acharam que Os Filhos de Duna era quase muito literário e muito sombrio para ganhar o reconhecimento que ele tenha recebido, e que The Dosadi Experiment não foi um épico da qualidade que os fãs esperavam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Para concluir, Malcolm Edwards, na Enciclopédia da Ficção Científica escreveu: "Muito do trabalho de Herbert torna a leitura difícil. Suas idéias genuinamente desenvolveram conceitos, não meramente noções decorativas, mas elas são muitas vezes envolvidas em trechos excessivamente complicados e em prosa articulada que muitas vezes não se igualam ao nível de pensamento... Seus melhores romances, entretanto, são os trabalhos de intelecto especulativo com poucos rivais na [ficção científica] moderna.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Controvérsias&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Desde a morte de Frank Herbert, há muita controvérsia entre seus fãs se os novos livros do Duna, escritos por Brian Herbert e Kevin Anderson, devem ou não ser considerados canônicos. Muitos críticos argumentam que os livros subsequentes não tem a qualidade da série original e falham na articulação de ideias complexas sobre a vida humana - principal preocupação de Frank Herbert. Brian Herbert disse que seu pai pediu a ele que escrevesse novos romances de Duna (especialmente a história do Jihad Butleliano).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Depois que Brian soube do estado do seu pai, os dois trabalharam juntos para colaborar em alguns nos últimos trabalhos. Muitas pessoas interpretam isso dizendo que os trabalhos seguem os desejos e intenções de Herbert, enquanto outros discordam, citando discrepâncias aparentes em fatos e temas entre os livros originais e os novos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Brian Herbert diz que em suas posses, ele tem notas feitas por Frank Herbert de dois outros livros (7 e 8) do universo Duna, sequências de As Herdeiras de Duna intitulados Caçadores de Duna (Hunters of Dune) e Vermes da Areia de Duna(Sandworms of Dune), respectivamente. Alguns fãs mostram-se em dúvida se Brian Herbert realmente tem as notas, citando divergências de sua interpretação da visão de Frank Herbert e alegando que o reaparecimento das notas é muito conveniente. Contra isso, tem se argumentado que Brian é o herdeiro de Frank e que, portanto, todas as notas de Frank necessariamente estariam sob sua posse; além disso, é amplamente conhecido que Frank Herbert trabalhava em vários livros ao mesmo tempo e mantinha diversas notas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Outra controvérsia é que entre os fãs que viram a Enciclopedia de Duna como a mais canónica (exceto nos pontos onde o próprio Frank Herbert a contradisse) e citam discrepâncias entre ela e os livros de Brian Herbert. Esse é um ponto menor, já que Frank Herbert não a classificou como canônica, e não hesitou em contradizê-la, apesar de tê-la achado "interessante e divertida". Apesar de sua opinião, Brian é o herdeiro das propriedades criativas de Herbert, então, suas adições a Duna são a prima facie para onde a Enciclopédia de Duna está voltada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Adaptações no cinema&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O filme, Duna, foi dirigido por David Lynch em 1984. Embora não tenha agradado nem aos críticos nem ao público, Frank Herbert gostou do filme. O filme também foi adaptado para vídeo e DVD. Duna foi transformado em uma mini-série de TV pelo Sci Fi Channel em 2000. Foi um sucesso comercial e o Sci-Fi Channel continuou a saga com outras mini-séries em 2003, intituladas Filhos de Duna que misturas partes dos livros O Messias de Duna e Os Filhos de Duna.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Jogos inspirados&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Dune e Dune II-The Building of a Dinasty (Virgin Entertainement), além de outros, são inspirados nas obras de Frank Herbert. Em Dune, no estilo RPG/Adventure o personagem principal é Paul Atreides recém chegado a Duna. O jogo tem o enredo bastante baseado no livro, desde a chegada de Paul e a conquista da confianca dos fremen, até a derrota do imperador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Já Dune II segue a linha de estratégia em tempo real (sendo inclusive um dos primeiros do gênero, com versões para PC, Genesis Megadrive, etc), onde se pode escolher dentre três casas: Atreides, Harkonnen e uma terceira nao presente no livro, a casa Ordos. Um Mentat lhe dará instruções e conselhos, e lhe dirá o objetivo da "missão". Construções são erguidas, tropas equipadas, muralhas construídas, veículos comprados a fim de aniquilar o inimigo. Cada casa tem tropas e veículos diferentes, e nas últimas fases, unidades únicas com as características de cada casa (Tropas de Fremen, Sabotadores e misséis a longa distância chamados Mãos-da-Morte).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Bibliografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ficção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Romances&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Dragon in the Sea: Revista: Astounding, Novembro de 1955–Janeiro de 1956. Primeira edição: Nova Iorque: Doubleday, 1956. Também intitulada Under Pressure.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Duna: Revista: Analog, Dezembro de 1963–Fevereiro de 1964 (Parte I, como "Dune World"), e Janueiro–Maio de 1965 (Partes II e III, como "The Prophet of Dune").Primeira edição: Filadelphia: Chilton Books, 1965.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Green Brain: Revista: Amazing, Março de 1965, com o título "Greenslaves." Primeira edição: Nova Iorque: Ace, 1966.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Destination: Void: Revista: Galaxy, Agosto de 1965, como "Do I Wake or Dream?" Primeira edição: Nova Iorque: Berkley, 1966 revisado em 1978.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Eyes of Heisenberg: Revista: Galaxy, Junho–Agosto de 1966, como "Heisenberg's Eyes." Primeira edição: Nova Iorque: Berkley, 1966.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Heaven Makers: Revista: Amazing, Abril–Junho 1967. Primeira edição: Nova Iorque: Avon, 1968&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Santaroga Barrier: Revista: Amazing, Outubro de 1967–Fevereiro de 1968. Primeira edição: Nova Iorque: Berkley, 1968&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Dune Messiah: Revista: Galaxy, Julho–Novembro de 1969. Primeira edição: Nova Iorque: G.P. Putnam's Sons, 1970.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Whipping Star: Revista: Worlds of If, Janeiro–Abril de 1970. Primeira edição: Nova Iorque: G.P. Putnam's Sons, 1970.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Soul Catcher, Nova Iorque: G.P. Putnam's Sons, 1972.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Godmakers: Revista: Astounding, Maio de 1958, "You Take the High Road," Astounding, Maio de 1959 "Operation Haystack," e Fantastic, Fevereiro de 1960, "The Priests of Psi." Primeira edição: Nova Iorque: G.P. Putnam's Sons, 1972.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Hellstrom's Hive: Revista: Galaxy, Novembro de 1972–Março de 1973, "Project 40." Primeira edição: Nova Iorque: Doubleday, 1973.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os Filhos de Duna: Revista: Analog, Janeiro–Abril 1976, "Os Filhos de Duna". Primeira edição: Nova Iorque: G.P. Putnam's Sons, 1976.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Dosadi Experiment: Revista: Galaxy, Maio–Augosto de 1977 "The Dosadi Experiment". Primeira edição: Nova Iorque: G.P. Putnam's Sons, 1977.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Jesus Incident (com Bill Ransom): Revista: Analog, Fevereiro de 1979.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Direct Descent: Revista: Astounding, Dezembro de 1954, "Packrat Planet". Primeira edição: Nova Iorque: Ace Books, 1980.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O Imperador Deus de Duna, Nova Iorque: G.P. Putnam's Sons, 1981.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The White Plague, Nova Iorque: G.P. Putnam's Sons, 1982.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Lazarus Effect (com Bill Ransom),Nova Iorque: G.P. Putnam's Sons, 1983.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os Hereges de Duna, Nova Iorque: G.P. Putnam's Sons, 1984.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;As Herdeiras de Duna, Nova Iorque: G.P. Putnam's Sons, 1985.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Man of Two Worlds (com Brian Herbert), Nova Iorque: G.P. Putnam's Sons, 1986.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Ascension Factor (com Bill Ransom), Nova Iorque: G.P. Putnam's Sons, 1988.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;[editar] Coleções de ficção curta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Worlds of Frank Herbert, Nova Iorque: Ace, 1971. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Contém: "The Tactful Saboteur," "By the Book," "Committee of the Whole," "Mating Call," "Escape Felicity," "The GM Effect," "The Featherbedders," "Old Rambling House," e "A-W-F Unlimited."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Book of Frank Herbert, Nova Iorque: DAW Books, 1973 (rascunho). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Contém: "Seed Stock," "The Nothing," "Rat Race," "Gambling Device," " Looking for Something," "The Gone Dogs," "Passage for Piano," "Encounter in a Lonely Place," "Operation Syndrome," e "Occupation Force."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Best of Frank Herbert; também publicado como: The Best of Frank Herbert 1952–1964 e The Best of Frank Herbert 1965–1970 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Contém: "Looking for something?," "Nightmare Blues," "Dragon in the Sea (resumido)," "Cease Fire," ""Egg and Ashes," "Marie Celeste Move."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Committee of the Whole," "Dune (resumido)," "By the book," "The Primitives," "The Heaven Makers (resumido)," "Seed Stock."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Priests of Psi &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Contém: "Try to Remember," "Old Rambling House," "Murder Will In," "Mindfield," "The Priests of Psi."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eye, (Jim Burns, ilustrador), Nova Iorque: Berkley, 1985. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Contém: "Rat Race," "Dragon in the Sea," "Cease Fire," "A Matter of Traces," "Try to Remember," 'The Tactful Saboteur," "The Road to Dune," "By the Book," Seed Stock," Murder Will In," "Passage for Piano," "Death of a City," e "Frogs and Scientists."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;[editar] Ficção curta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Survival of the Cunning", Esquire, Março de 1945.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Yellow Fire", Alaska Life (Alaska Territorial Magazine), Junho de 1947.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Looking for Something?", Startling Stories, Abril de 1952.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Operation Syndrome Astounding, Junho de 1954. e em T.E. Dikty's Best Science Fiction Stories and Novels, revista de 1955&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"The Gone Dogs", Amazing, Novembro de 1954.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Packrat Planet", Astounding, Dezembro de 1954.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Rat Race", Astounding, Julho de 1955.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Occupation Force", Fantastic, Augosto de 1955.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"The Nothing", Fantastic Universe, Janeiro de 1956.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Cease Fire", Astounding, Janeiro de 1956.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Old Rambling House", Galaxy, Abril de 1958.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"You Take the High Road", Astounding, Maio de 1958.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"A Matter of Traces", Fantastic Universe, Novembro de 1958.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Missing Link", Astounding, Fevereiro de 1959. também em Author's Choice, ed. Harry Harrison, Nova Iorque: Berkley, 1968.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Operation Haystack" Astounding, Maio de 1959.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"The Priests of Psi", Fantastic, Fevereiro de 1960.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Egg and Ashes", Worlds of If, Novembro de 1960.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"A-W-F Unlimited", Galaxy, Junho de 1961.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Try to Remember" Amazing, Outubro de 1961.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Mating Call", Galaxy, Outubro de 1961.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Mindfield", Amazing, Março de 1962.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"The Mary Celeste Move", Analog, Outubro de 1964.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"The Tactful Saboteur", Galaxy, Outubro de 1964.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Greenslaves", Amazing, Março de 1965.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Committee of the Whole", Galaxy, Abril de 1965.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"The GM Effect", Analog, Junho de 1965.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Do I Wake or Dream?", Galaxy, Agosto de 1965.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"The Primitives", Galaxy, Abril de 1966.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Escape Felicity", Analog, Junho de 1966.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"By the Book", Analog, Agosto de 1966.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"The Featherbedders", Analog, Agosto de1967.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"The Mind Bomb", Worlds of If, Outubro de 1969.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Seed Stock"", Analog, Abril de 1970.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Murder Will In", The Magazine of Fantasy and Science Fiction, Maio de 1970.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Project 40", (three installments) Galaxy, Novembro de 1972–Março de 1973. também em Five Fates, Nova Iorque: Doubleday, 1970.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Encounter in a Lonely Place", The Book of Frank Herbert, Nova Iorque: DAW Books, 1973.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Gambling Device", The Book of Frank Herbert, Nova Iorque: DAW Books, 1973.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Passage for Piano", The Book of Frank Herbert, Nova Iorque: DAW Books, 1973.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"The Death of a City", Future City, ed. Roger Elwood. Trident Press: Nova Iorque, 1973.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Come to the Party" com F.M Busby, Analog, Dezembro de 1978.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Songs of a Sentient Flute", Analog, Fevereiro de 1979.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Feathered Pigs", Destinies, Outubro–Dezembro de 1979.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"The Road to Dune", Eye, Nova Iorque: Berkley 1985.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Frogs and Scientists, Eye, Nova Iorque: Berkley 1985.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;[editar] Não ficção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;[editar] Livros não ficcionais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;New World or No World (editor), Nova Iorque: Ace Books, 1970 (rascunho).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Threshold: The Blue Angels Experience, Nova Iorque: Ballantine, 1973 (rascunho). Acompanhava um documentário do mesmo nome sobre o time de vôo Blue Angels.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Without Me, You're Nothing (com Max Barnard), Nova Iorque: Pocket Books, 1981.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;[editar] Introduções e artigos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Introduction to Saving Worlds, com Roger Elwood e Virginia Kidd. Nova Iorque: Doubleday, 1973. Reimpresso por Bantam Books como The Wounded Planet.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Introduction: Tomorrow's Alternatives?" em Frontiers 1: Tomorrow's Alternatives, ed. Roger Elwood. Nova Iorque: Macmillan, 1973.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Introduction to Tomorrow and Tomorrow and Tomorrow. Heitz, Herbert, Joor McGee. Nova Iorque: Holt, Rinehart and Winston, 1973.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Listening to the Left Hand", Harper's Magazine, Dezembro de 1973, pp. 92–100.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Science Fiction and a World Crisis" em Science Fiction: Today and Tomorrow, ed. Reginald Bretnor. Nova Iorque: Harper and Row, 1974.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Men on Other Planets", The Craft of Science Fiction, ed. Reginald Bretnor. Nova Iorque: Harper and Row, 1976.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"The Sky is Going to Fall", em Seriatim: The Journal of Ecotopia, No. 2, Primavera de 1977, pp. 88–89. (um artigo um pouco diferente apareceu em The San Francisco Examiner coluna "Overview", July 4, 1976.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"The ConSentiency and How it Got That Way", Galaxy, Maio de 1977 (pode ser considerado uma história de ficcional)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Dune Genesis", Omni, Julho de 1980.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Artigos de jornal mais importantes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Flying Saucers: Fact or Farce?", San Francisco Sunday Examiner &amp;amp; Chronicle, caderno people, 20 de Outubro 20 de 1963.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"2068 A.D.", San Francisco Sunday Examiner &amp;amp; Chronicle, sessão California Living, 28 de Julho de 1968.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"We're Losing the Smog War" (part 1). San Francisco Sunday Examiner &amp;amp; Chronicle, sessão California Living, 1 de Dezembro de 1968.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Lying to Ourselves About Air" (part 2). San Francisco Sunday Examiner &amp;amp; Chronicle, sessão California Living, 8 de Dezembro de 1968.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"You Can Go Home Again." San Francisco Sunday Examiner &amp;amp; Chronicle, sessão California Living, 29 de Março de 1970. (Refere-se a alguma experiências da infância de Herbert no noroeste)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;[editar] Outras publicações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;[editar] Poesia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;"Carthage: Reflections of a Martian", Mars, We Love You, ed. Jane Hipolito and Willis E. McNelly. Nova Iorque: Doubleday, 1971.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;[editar] Gravações em Audio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Dune: The Banquet Scene, Nova Iorque: Caedmon Records, 1977.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sandworms of Dune, Nova Iorque: Caedmon Records, 1978.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;[editar] Entrevistas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Entrevistas com Frank Herbert de 1973 até 1977.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A Plowboy entrevista Frank Herbert, The Mother Earth News, Maio de 1981.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;[editar] Bibliografia distribuída por universo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Universo de Duna:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Duna&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O Messias de Duna&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os Filhos de Duna&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O Imperador-Deus de Duna&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os Hereges de Duna&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;As Herdeiras de Duna&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Universo de ConSentiency:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Tactful Saboteur&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Whipping Star&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Dosadi Experiment&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Universo de Destination: Void universe:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Destination: Void&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Jesus Incident&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Lazarus Effect&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Ascension Factor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;[editar] Livros sobre Frank Herbert e Duna&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Frank Herbert, por Timothy O'Reilly Revista: nenhuma Primeira edição: Nova Iorque: Frederick Ungar, 1980. Versão online desse livro não mais impresso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Dune Encyclopedia, compilado e editado por Dr. Willis E. McNelly, Nova Iorque: Berkley Publishing Group, 1984.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;The Maker of Dune, editado por Timothy O'Reilly, Nova Iorque: Berkley Publishing Group, 1987.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Frank Herbert, por William Touponce, Boston: Twayne Publishers, 1988, ISBN 0-8057-7514-5.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Dreamer of Dune : The Biography of Frank Herbert, por Brian Herbert, Nova Iorque: Tor Books, 2003.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;Fonte: Wikipédia&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-2407374827766112275?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/2407374827766112275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=2407374827766112275&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/2407374827766112275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/2407374827766112275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2009/11/frank-herbert-o-autor-da-serie-duna.html' title='Frank Herbert, o autor da série Duna'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/Sv3e9SGhoPI/AAAAAAAABYU/y8E4bdwtAZk/s72-c/frankher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-3713266375508144284</id><published>2009-10-02T11:18:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T11:26:36.373-07:00</updated><title type='text'>Nelson Rodrigues</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SsZFl3eb3HI/AAAAAAAABWs/cgX-3os-T3U/s1600-h/nelson.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SsZFl3eb3HI/AAAAAAAABWs/cgX-3os-T3U/s400/nelson.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;"Aos nove anos, na Escola Prudente de Morais, sou considerado gênio por alguns, um tarado em potencial pelas professoras e um maluco pelas alunas. Nessa época, vivo a minha primeira experiência de escritor, ao concorrer a ganhar um prêmio de redação. O Prêmio, dividido com um colega. A história que contei: um adultério - em que o marido mata a mulher a punhaladas. A minha primeira "A vida como ela é." Assim, Nelson Rodrigues narra em suas "´Memórias" (1967) uma situação qie condensa, por um lado, certas obssessões temáticas de sua obvra e, por outro lado, as opiniões controvertidas que cercavam seus escritos e sua personalidade.&lt;br /&gt;Nelson Falcão Rodrigues nasceu a 21 de agosto de 1912 na cidade de Recife, onde viveu até os cinco anos. Em 1917 veio com a familia para Aldeia Campista, no rio de Janeiro. Ao recordar suas primeiras sensações, destaca "o gosto de pitanga e de caju e o cheiro de cavalo, de estábulo. mesmo considerando o mundo um péssimo anfitrião e a viagem a mais burra das experiências humanas, voltei a Pernambuco, na mocidade, retornando à infância e às suas profundas sensações".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos treze anos abraça a carreira jornalistica como repórter policial do jornal " manhã", que pertencia a seu pai, Mario Filho. Mais uma vez, o próprio Nelson nos revela o significado dessa experiência: " reportagem policial vai transformar-se para sempre num dos elementos básicos de minha visão de vida. Através dela tive intimidade com a morte (que sempre me apavorou) e nela vi um cadáver pela primeira vez. O jornalismo, daí em diante, passou a ser vital para mim. Tinha, entretanto, intenções literárias - ser romancista, a principal delas. Veio o teatro, porém".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua experiência com a morte não se resumiu à carreira como repórter policial. Em 1929, seu irmão Roberto foi assassinado por engano, na redação de "A critica", jornal de linha sensacionalistica, que também pertencia a seu pai. Este morreria de desgosto, ou de "paixão", como dizia Nelson, alguns meses depois. A familia viu-se, de uma hora para outra, condenada à mais extrema pobreza. Nelson foi trabalhar no jornal "O Globo". Pouco depois, ele e o irmão Jofre foram enviados a Campos do Jordão. Ficaram lá quatro anos. Jofre morreu e Nelson retornou ao Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressionado pelas dificuldades, resolveu escrever uma chanchada para o teatro, garantia de dinheiro certo. Mas não conseguiu. O resultado foi sua primeira peça, "A mulher sem pecado", estreada em 1941 no Teatro Carlos Gomes. Em seguida veio "Vestido de noiva", encenada em 1943 sob a direção de Ziembinski. Nelson relembra: ´E de repente foi a apoteose, uma coisa incrivel. Todo mundo me chamando de Pirandello. Naquele tempo, todo autor que não fosse um débil mental era pirandelliano".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na dramaturgia de nelson Rodrigues, a mais importante e renovadora de toda a história do nosso teatro moderno, pode-se observar uma intensa exploração das forças do inconsciente, uma visão desmistificadora e cruel da familia como núcleo de confliutos e desvios, uma revelação dos mitos caracteristicos da sociedade brasileira. Para Sábato magaldi, um de nossos mais conhecidos criticos teatrais, "a personagem rodriguiana abandonou o comportamento convencional para mergulhar nos desvãos do individuo, gritando para o espectador sua intimidade mais onconfessável. Perseguido pela cencura, com oito peças interditadas ao longo de sua carreira, foi acusado tanto de imoral como de reacionário obcecado com estereótipos (dizem que não permitia que sua esposa saisse à rua sozinha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus romances, embora considerados como um aspecto secundário de sua obra, revelam a mesma intensidade no tratamento de situações patéticas e grotescas que sua obra teatral. A origem desses romances está nas crônicas escritas sob o título "A vida como ela é", uma coluna iniciada em 1951, no jornal "Última Hora". Nesses retratos da sociedade carioca, avulta uma das qualidades essenciais do autor: seus diálogos rápidos, flexiveis, diretos e enxutos, capazes de caracterizar, em poucas apalvras, uma situação ou uma peersonagem. Suas crônicas revelam um fabuloso observador da miséria e da fraqueza humanas. Polêmico, provocador, Nelson qualificava-se de "reacionário" e de "uma flor da obssessão", mas ninguém soube captar como ele as neuroses e desventuras do cotidiano de nossa realidade urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faleceu a 23 de agosto de 1980, no Rio de Janeiro, com uma parada cardiaca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-3713266375508144284?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/3713266375508144284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=3713266375508144284&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/3713266375508144284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/3713266375508144284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2009/10/nelson-rodrigues.html' title='Nelson Rodrigues'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SsZFl3eb3HI/AAAAAAAABWs/cgX-3os-T3U/s72-c/nelson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-6578254244275394006</id><published>2009-09-22T20:28:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T20:31:44.424-07:00</updated><title type='text'>Revista Manchete de 19/07/1958 - Herois da Suécia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrmUt88FjqI/AAAAAAAABWc/9TYH0mbvBZY/s1600-h/Digitalizar0071.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrmUt88FjqI/AAAAAAAABWc/9TYH0mbvBZY/s400/Digitalizar0071.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrmVw_vnk5I/AAAAAAAABWk/E6I9C9W7d20/s1600-h/Digitalizar0072.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrmVw_vnk5I/AAAAAAAABWk/E6I9C9W7d20/s400/Digitalizar0072.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Clique na imagem para aumentar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;À venda na Livraria Phylos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariaphylos.com.br/"&gt;&lt;span style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;www.livrariaphylos.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-6578254244275394006?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/6578254244275394006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=6578254244275394006&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/6578254244275394006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/6578254244275394006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2009/09/revista-manchete-de-19071958-herois-da.html' title='Revista Manchete de 19/07/1958 - Herois da Suécia'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrmUt88FjqI/AAAAAAAABWc/9TYH0mbvBZY/s72-c/Digitalizar0071.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-3853998558447293618</id><published>2009-09-22T19:55:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T20:32:48.064-07:00</updated><title type='text'>Revista Realidade Outubro/1970 - Salvador Allende</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrmRhpgL_UI/AAAAAAAABWM/HnDSug5B7mk/s1600-h/Digitalizar0069.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrmRhpgL_UI/AAAAAAAABWM/HnDSug5B7mk/s400/Digitalizar0069.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrmS2gOSsVI/AAAAAAAABWU/XOwT3yZn8tk/s1600-h/Digitalizar0070.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrmS2gOSsVI/AAAAAAAABWU/XOwT3yZn8tk/s400/Digitalizar0070.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: red; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Clique na imagem para aumentar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: red; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;à venda na Livraria Phylos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariaphylos.com.br/"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: red; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;www.livrariaphylos.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Quem é o homem que os socialistas e radicais querem colocar no governo do Chile? O que pensa, o que quer?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Texto de Luis Edgar de Andrade - Fotos de Geraldo guimarães&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O rádio acaba de dar o resultado oficial. Salvador Allende, 62 anos, pai de três belas moças e avô de um casal de meninos, está eleito presidente do Chile por uma coligação de partidos de esquerda, encabeçada por socialistas e comunistas. É a primeira vez no mundo que um marxista chega ao poder através de eleições livres. Na sala de visitas de um chalé da Calle Guardia Vieja, o homem gordo, entroncado, de bigodes grisalho, está comovido. Ele sorri:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- A revolução no Chile terá o sabor de pastéis e vinho tinto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Quem é Salvador Allende?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Sou tão apenas um homem com todas as fraquezas e debilidades dos outros homens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Uma vez ele disse, depois de perder três eleições:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Se eu de novo for derrotado, continuarei lutando. E, se nunca conseguir eleger-me, deverão escrever em meu epitáfio: "Aqui jaz Salvador Allende Gossens, futuro presidente do Chile".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;De militar a médico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A vitória de hoje e põe humilde:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Se eu soube suportar a derrota outrora, porque cumpria uma tarefa, hoje, sem soberba, e sem espirito de vingança, aceito este triunfo, que nada tem de pessoal e que devo à unidade dos partidos populares e às forças sociais que estão comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- O senhor acredita que tomará posse no caso de ser eleito? - perguntou-lhe um jornalista francês, em 1964, quando disputava a presidência com Eduardo Frei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Claro que sim - respondeu à queima-roupa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Desta vez repeliu a insinuação do golpe de Estado, dizendo que "no Chile o Exército é o povo fardado".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Há muitos anos vem preparando o seu esquema militar. Afirma-se em Santiago que o fato de pertencer à Maçonaria, cuja influência no Exército é considerável, contribuiu para sua carreira política. Quando o General Roberto Viaux chefiou o levante do Regimento Tacna, em outubro de 1969, a pretexto de um aumento de soldos, o Senador Allende foi um dos poucos politicos a visitar os militares amotinados. Aliás, dos três candidatos, é o único que fez serviço militar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sua babá, ainda viva, Mamãe Rosa, de 82 anos, dá o testemunho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Era ummenino danado. Queria ser militar quando crescesse, mas depois se decidiu pela medicina. Os inimigos dizem que, como médico, só assinou atestados de óbito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- É verdade - ele confirma, bem-humorado -, pois quando me formei, o único emprego que consegui foi um lugar de legista no encrotério, que ninguém queria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Seu avô, um grande médico, ficou famoso cem anoss atrás, combatendo no Chile uma epidemia de cólera. Nasceu numa familia de médicos. Resultado: em 1926 entrou para a faculdade de medicina. Aluno brilhante. Por sua combatividade, acabou presidente do diretório estudantil da escola e depois vice-presidente da Federação dos Estudantes. Custeava os estudos trabalhando como interno num hospicio. A psiquiatria foi tema de sua tese de doutoramento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nos dias agitados que viveu o Chile, durante a única ditadura que teve o país em 160 anos de independência (1926-32), esteve duas vezes encarcerado por ordem do General Ibañez e depois confinado numa cidade do interior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;No começo da carreira, lecionou medicina social na universidade. Os antigos alunos recordam que a aula do Professor Allende era uma espécie de show, aplaudido toda vez que acabava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Uma carreira paciente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Santiago, 1932. Escoltado por dois policiais, o jovem estudante faz um juramento público e solene diante do caixão mortuário: o de dedicar sua vida à luta social. É Salvador Allende, 24 noas, preso por ter participado de uma manifestação estudantil contra a ditadura. A policia lhe deu uma hora de permissão para ver o cadáver do pai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O estudante Salvador cumpriu sua palavra. No ano seguinte, foi um dos fundadores do Partido Socialista do Chile e era eleito deputado por Valpariso. De 1937 a 1942 ocupou o Ministério da Saude em um governo de frente popular que chegou ao poder através de uma coligação de partidos muito semelhante à que agora lhe deu a vitória.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Um dia lhe perguntaram qual o melhor lugar do Chile para trabalhar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- O Palácio de La Moneda, sede do governo - respondeu sem pestanejar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Foi derrotado sucessivamente por Ibañez, Alessandi e Ferri. Fez esta confissão ao disputar com Frei:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Faz trinta anos que desejo ser presidente do Chile.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Teve, no entanto, de esperar mais seis. A primeira candidatura, em 1952, foi simbolica. "Un saludo a la bandera", como hoje acha. Chegou em último lugar, com 52000 votos (5,5% do eleitorado). A diferença de votos para o ex-ditador Ibañez: 400 000. Em 1958 perdeu por um triz. Teve 356 000 votos (28,9%) e Jorge Alessandri ganhou com apenas 36 000 à sua frente. Na terceira vez, em 1964, recebeu 975 000 votos, perdendo para Frei por quase 400 000. Finalmente, este ano livrou-se da sina de eterno perdedor. Mas, como não conseguiu ainda maioria absoluta, a Constituição chilena manda que sua vitoria seja referendada pelo Congresso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Como vê as eleições do ano 2000?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Sem minha candidatura ....provavelmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os idolos na parede&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O relógio Rolex, que usa no pulso, pertenceu a Fidel Castro. É o resultado de uma troca, em que saiu perdendo. No ano passado Salvador Allende fez uma viagem aos paises comunistas do Terceiro Mundo: Cuba, Coréia do Norte e Vietnam do Norte. Na escla em Havana tinha um relógio com pulseira de ouro, despertador. Fidel viu e ficou encantado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Um despertador de pulso! Não diga! Como é que desperta, Salvador? Allende explicou o funcionamento do relógio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Vamos trocar? - Fidel propôs na hora - Fou-lhe o meu Rolex, ele vale amis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Não vale, Fidel. O meu é de ouro. O seu, de aço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas tanto o primeiro-ministro de Cuba insistiu, que o senador chileno aceitou a troca. No dia seguinte Raul Castro, irmão de Fidel, queixou-se:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Salvador, para que é que você foi dar aquele relógio ao Fidel? Ontem ele passou a reunião do gabiente a brincar com o despertador de pulso. De instante a instante, a campainha tocava. Ninguém pode trabalhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Segue.....na revista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-3853998558447293618?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/3853998558447293618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=3853998558447293618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/3853998558447293618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/3853998558447293618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2009/09/revista-realidade.html' title='Revista Realidade Outubro/1970 - Salvador Allende'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrmRhpgL_UI/AAAAAAAABWM/HnDSug5B7mk/s72-c/Digitalizar0069.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-2633466856714820286</id><published>2009-09-22T05:51:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T19:30:59.608-07:00</updated><title type='text'>Revista Realidade Outubro/1970 - Publicação Abril</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrjH50qaUtI/AAAAAAAABV0/1t-alzwkh8E/s1600-h/Digitalizar0059.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrjH50qaUtI/AAAAAAAABV0/1t-alzwkh8E/s400/Digitalizar0059.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrmIQn8wqsI/AAAAAAAABWE/Y5eww37MK0o/s1600-h/Digitalizar0068.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrmIQn8wqsI/AAAAAAAABWE/Y5eww37MK0o/s400/Digitalizar0068.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrjO5bfAHZI/AAAAAAAABV8/QeZyCWfZ70o/s1600-h/Digitalizar0060.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrjO5bfAHZI/AAAAAAAABV8/QeZyCWfZ70o/s320/Digitalizar0060.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Clique na foto para aumentar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Revista Realidade Outubro/1970 - Publicação Abril&lt;br /&gt;À venda na &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.livrariaphylos.com.br/"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;www.livrariaphylos.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-2633466856714820286?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/2633466856714820286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=2633466856714820286&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/2633466856714820286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/2633466856714820286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2009/09/decada-de-70-propagandas.html' title='Revista Realidade Outubro/1970 - Publicação Abril'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/SrjH50qaUtI/AAAAAAAABV0/1t-alzwkh8E/s72-c/Digitalizar0059.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-8720888852398038817</id><published>2008-06-22T17:07:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T20:09:07.946-07:00</updated><title type='text'>Adolf Hiltler revelado pelos arquivos americanos (materia de 02/02/1950)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_85ifLmTHVs4/SF7q7R93NsI/AAAAAAAAAwQ/wg4LLmy176o/s1600-h/fotohit.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214863722697668290" src="http://bp0.blogger.com/_85ifLmTHVs4/SF7q7R93NsI/AAAAAAAAAwQ/wg4LLmy176o/s400/fotohit.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;(A matéria abaixo surgiu na revista "O Cruzeiro", de 02/02/1950. Trata-se, portanto, de uma raridade)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ADOLF HITLER REVELADO PELOS ARQUIVOS AMERICANOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido de uma iniciativa americana, conservado durante vários anos nos arquivos do Departamento de Estado e nos relatórios pessoais do Presidente Truman, o documento aqui publicado foi considerado confidencial. Mas pertence à história. Descreve o homem que foi um dos maiores enigmas da nossa era, bem como um dos maiores flagelos do mundo: Adolf Hitler.&lt;br /&gt;As autoridades norte-americanas em Nuremberg tiveram a idéia de ouvir um certo número de pessoas, de diversas profissões, que tivessem conhecido intimamente. Cada qual recebeu um questionário apropriado a seu papel e sua especialidade na vida do Führer. Por exemplo, os generais falaram de Hitler, o chefe do exército; os médicos falaram de suas características físicas e mentais; os íntimos referiram-se aos seus hábitos, suas amizades, suas aversões, etc.&lt;br /&gt;O resultado desses depoimentos constituem provavelmente o retrato mais fiel e mais intimo jamais feito sobre Adolf Hitler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HITLER E SEU CORPO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRA TESTEMUNHA – (Dr. Erwin Gieseng – otorrinolaringologista) – De 22 de julho a 7 de outubro de 1944, e em fevereiro de 1945, examinei e tratei Hitler cincoenta e cinco vezes.&lt;br /&gt;Fisicamente é fácil descrevê-lo. Altura: 1 metro e 74 ou 75, musculatura mediana dos braços, das pernas e do abdômen, e não fazia nenhum exercício físico. Seu tórax um pouco pára dentro e sua respiração ofegante demonstravam uma mistura de astenia e leptossonia, a não ser que fosse devido ao esgotamento físico e moral. A camada de banha era normal; talvez um pouco mais grossa na barriga. Tinha o sistema piloso pouco desenvolvido, ao contrário da barba que era muito abundante. Nas axilas e no púbis, pilosidade normal. A pele do corpo, principalmente à luz artificial, era de uma palidez extraordinária. Nenhum defeito físico como alguns pretenderam, que Hitler tinha feito uma operação no lábio superior (diziam mesmo que tinha deixado crescer o bigode para esconder a cicatriz que esta operação tinha deixado). Nenhum aparelho dentário visível. Mas um grande numero de coroas e de dentes chumbados assim como um grande “bridge” de ouro na maxila inferior direita. Não tinha varizes nem pé chato. Órgãos totalmente normais, no lado posterior da coxa, veias ligeiramente aparentes. A hipertrofia do braço e do ombro direitos, da qual freqüentemente falavam, não existia ou então não era bastante pronunciada para que eu a notasse. A resistência física de Hitler, tendo o braço estendido horas a fio durante as manifestações do partido, é surpreendente.&lt;br /&gt;Não tinha marca de vacinas no braço, mas sobre o corpo, várias cicatrizes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. bem no alto no lado anterior da coxa esquerda, uma profunda cicatriz, oval, antiga, incolor, resultado de um ferimento recebido em 1917;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. na curva da perna direita, um pouco abaixo do meio do bordo superior da rótula, uma cicatriz incolor com um por dois centímetros, proveniente de uma explosão (bomba de 20 de julho de 1944);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. no dorso da mão direita, uma cicatriz superficial, redonda, do tamanho de uma ervilha;&lt;br /&gt;na orelha direita uma cicatriz bem visível, no tímpano;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. na orelha esquerda, sob o martelo, uma cicatriz com 2 milimetros de comprimento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. na boca, no meio do céu da boca, uma cicatriz com 1 centimentro de comprimento, destacando-se na mucosa vermelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Sobre a mão esquerda, tinha um higroma (pequena excrescência causada pela inflamação das bolsas serosas). Seus dedos eram bastante longos e fortes. A extremidade ligeiramente cônica. Unhas curtas e chatas Lúnula bem visível em todos os dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que Morell lhe deu, três ou quatro vezes por semana, durante vários anos, injeções de açúcar de uva. O que não é certo é que Morell lhe tenha aplicado injeções de hormônio para apagar nele estigmas femininos. Não descobri em Hitler nenhum estigma feminino. E seu andar nada tinha de feminino ou de afetado. Ele próprio falou-me de um defeito na visão do olho direito. De acordo com o seu oculista, tratava-se de um começo de catarata. Ignoro se era de origem sifilítica. Em todo caso não tinha o mínimo sintoma de sífilis congênita. Hitler usava óculos para ver de perto. Vidro direito: 2,5 dioptrias; vidro esquerdo: 2 dioptrias. Todos os textos que lhe eram destinados deviam ser batidos por uma máquina especial que tinha os tipos particularmente grossos. Pulmões e coração normais; 72 pulsações por minuto. Pulso sonoro, regular, medianamente forte. Nada de anormal no circuito arterial. O nariz apresentava na narina esquerda um desvio: a cartilagem que o divide era deformada em direção à direita. A trompa esquerda estava nitidamente hipertrofiada no centro, com um começo de formação de pólipos.&lt;br /&gt;A barriga era elástica e cedia facilmente a qualquer pressão. Nenhuma hipertrofia do baço e do fígado. A região da bexiga e a dos rins, livre. Nenhum traço de apendicetomia; nenhuma tendência para a hérnia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;120 COMPRIMIDOS POR SEMANA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois exames neurológicos que fiz, em 26 de agosto e em 2 de outubro de 1944, não me permitiram (não mais que o exame radiográfico do crânio efetuado em 15 de setembro de 1944), revelar em Hitler lesões orgânicas do cérebro ou da medula espinhal. Em fevereiro de 1945, constatei um tremor em sua mão esquerda. Era uma espécie de paralisia agitada, nervosa, histérica. Nesta época o esgotamento intelectual e corporal de Hitler eram extraordinários. Da primavera de 1942 ao outono de 1944, sempre foi estimulado pela absorção freqüente de pílulas antigas contendo extrato de noz-vômica (estriquinina) e beladona na proporção de 0,04, o que o levou em setembro de 1944, a uma intoxicação com lesão do fígado e um derrame biliar que o deixou de cama durante um mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o ponto de vista de sua constituição, Hitler era um sangüineo, com sintomas coléricos. Mas seu domínio sobre si era tão forte, que chegava freqüentemente, diante de estranhos, a dar a impressão de um homem de temperamento normal. /era um psicopata que não se podia convencer, mesmo quando os fatos falavam indiscutivelmente contra ele. Mas nunca fui testemunha de verdadeiros acessos de cólera ou de reações histéricas acompanhadas por atos excessivos tais como se jogar no chão, ou morder o tapete, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta psicopatia constitucional e a convicção que tinha de saber e fazer tudo melhor que ninguém deram nascimento a um estado neurótico grave. Daí a importância que dava a observação do seu corpo, a atividade do seu estômago e seus intestinos, mania que tinha de sempre pensar na morte, a mania de soporíferos, de comprimidos, de injeções. No entanto Hitler não era um toxicômano.&lt;br /&gt;Hitler não fumava nem bebia.&lt;br /&gt;Tornou-se vegetariano a partir de 1933. Antes, comia muita carne, particularmente carne de porco bem gorda., da qual muito gostava.&lt;br /&gt;É verdade que Hitler, para certas coisas, mostrava-se muito pouco exigente. Suas roupas, sua comida e seus hábitos pessoais eram simples. Mas por outro lado, gostava de construções luxuosas. Ficava contente por te um trem especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu conhecimento dos homens era medíocre. As pessoas que o cercavam estavam geralmente abaixo da média e precisamente nelas Hitler tinha mais confiança. Sua atitude amigável para alguns chefes dóceis mas incapazes (Keitel, Goering), e hostil para alguns chefes rígidos mas competnetes (Halder, Braushitsch, Rundstedt) é inexplicável. Como psicopata praticava os dois extremos: amabilidade excessiva para alguns membros; frieza total para outros dos seus colaboradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu lhe disse uma vez: “Era o único chefe de Estado do mundo que tomou de 120 a 150 comprimidos por semana e recebeu de 6 a 10 injeções por semana!”&lt;br /&gt;Não sei se Hitler tinha um sósia. Em todo caso nunca ouvi falar dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SEGUNDA TESTEMUNHA&lt;/strong&gt;: (O Conde Von Schwerin, general das Forças Blindadas) – Alemão do Sul, tendo passado todos os anos de sua formação na Áustria ou na Baviera, Hitler era por natureza um estrangeiro aos alemães do Norte. Tinha tomado por modelo Frederico, o grande, e reconhecia a grandeza da obra realizada pela Alemanha do Norte sob a direção de Bismarck. Mas duvido que se tenha profundamente enraizado no modo de pensar e de sentir dos alemães do Norte.&lt;br /&gt;Isto se traduzia nos domínios militares, por uma oposição íntima com a maior parte dos grandes chefes tais como: Fritsch, Branschitsch, Kleist, Bock, Manstein, Kluge, etc...&lt;br /&gt;Hitler não tinha com eles nenhum contato profundo, ainda mais que a diferença de origem social era acrescentada a de origem geográfica. Sua desconfiança em relação ao Estado-Maior e ao conjunto de generais crescia sempre a despeito das vitórias obtidas no correr dos primeiros anos da guerra. Viu mesmo nestas vitórias a confirmação da idéia de que todos os sucessos alemães desde 1936 eram sua obra pessoal, realizada contra a oposição dos generalíssimos e do Estado-Maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raramente a natureza reuniu em um só homem tão grandes contrastes como em Hitler. É pois extremamente difícil traçar dele um retrato realmente coerente. Seguindo o fim que queria atingir, era uma ou outra de suas qualidades que passava ao primeiro plano: a dureza ou a suavidade, a tenacidade ou a prudência, a obstinação ou a docilidade. Era impossível prever suas reações e em seguida, compreendê-las.&lt;br /&gt;Possuía uma inteligência viva e muito penetrante, uma capacidade de assimilação rápida, fortes disposições para a matemática, uma memória como poucas e a faculdade de discernir claramente o essencial. A isto acrescente-se um talento oratório incontestável. Tal conjunto assegurava-lhe uma superioridade nas discussões que, mesmo os generais que tinham a palavra fácil tais como Bock e Von Manstein, não lhe faziam frente. Era capaz de justificar o seu modo de ver de uma maneira tão lógica, tão demonstrativa e tão indiscutível que obrigava o adversário a dar-se por vencido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HITLER QUERIA CONVENCER&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando todos os meios de persuasão tinham sido usados, Hitler, na sua qualidade de chefe de Estado e do Exército, recorria ao meio supremo: a ordem. Mas acho que ficava então insatisfeito. Não se podia adivinhar o que pensava. Era por vezes afável e delicado, mas geralmente duro até a brutalidade e tenaz até a obstinação. Era essencialmente uma natureza de artista que se tinha recoberto progressivamente com uma couraça de inflexibilidade. Não podíamos nunca prever se uma conferência seria levada com calma ou se provocaria um daqueles excessos coléricos tão famosos. Às jogava brutalmente sobre a mesa o lápis que tinha na mão e corria de um lado para outro como um louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias vezes fui testemunha de cenas deste gênero: quando recebeu o relatório do Coronel-General Hoeppner, sobre o revés diante de Moscou, em fins de 1941; quando da volta do Cáucaso do Coronel-General Jodl, em agosto de 1943; pouco antes do Coronel-General Halder ser reformado: quando dos danos sofridos pelas forças blindadas do General Heim, em novembro de 1942, quando pela luta sustentada oelo Coronel-General Zeitzler, por ter abandonado Stalingrado, etc...Estas cenas se agravaram pela freqüência, em diferentes ocasiões principalmente quando falavam do estado de Branschitsch, de Beck, de Von Bock, de Forster, mais tarde também de Manstein. Os espectadores só podiam esperar em silêncio que Hitler se acalmasse senão haveria pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cumulo é que em alguns casos, Hitler podia ser acessível aos conselhos e mesmo acolher com alegria e reconhecimento as propostas que lhe eram feitas. A única coisa que um interlocutor nunca podia falar, era contradizê-lo em público. Neste caso, estava perdido.&lt;br /&gt;Sua tenacidade, ligada à sua força de vontade, fizeram-no passar de domínio da dura realidade para o reino das quimeras. Depois de 1942 principalmente, tanto nas pequenas coisas como nas grandes, deixou de ver a situação como era para vê-la como queria que fosse. È assim que, em 1943-1944, acreditou que os russos estavam esgotados e abandonou sistematicamente os cálculos do estado-maior que diziam o contrário. Assim acreditou na possibilidade de se manter diante de Stalingrado; na bacia do Donetz; na Criméia; nos países Bálticos; manter uma cabeça de ponte em Salerno; em Budapeste, etc....&lt;br /&gt;Assim acreditou até o último dia na derrota dos seus inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É A HISTÓRIA QUE TINHA ENSINADO A GUERRA A HITLER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Continua......&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-8720888852398038817?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/8720888852398038817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=8720888852398038817&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/8720888852398038817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/8720888852398038817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2008/06/adolf-hitler-revelado-pelos-arquivos.html' title='Adolf Hiltler revelado pelos arquivos americanos (materia de 02/02/1950)'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_85ifLmTHVs4/SF7q7R93NsI/AAAAAAAAAwQ/wg4LLmy176o/s72-c/fotohit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-6563525042359859581</id><published>2008-06-15T09:24:00.000-07:00</published><updated>2008-06-22T17:21:33.790-07:00</updated><title type='text'>A Arte e Isadora Duncan</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_85ifLmTHVs4/SF7sNycq3vI/AAAAAAAAAwg/BqnUgOSwTIU/s1600-h/fotoisado1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214865140166090482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_85ifLmTHVs4/SF7sNycq3vI/AAAAAAAAAwg/BqnUgOSwTIU/s400/fotoisado1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_85ifLmTHVs4/SF7sHhVm7pI/AAAAAAAAAwY/UHry1KiGOMk/s1600-h/fotoisado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214865032493854354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_85ifLmTHVs4/SF7sHhVm7pI/AAAAAAAAAwY/UHry1KiGOMk/s400/fotoisado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em São Francisco, em 1878, Isadora O’Gorman Duncan, senhora muito ativa e que tocava piano com muito gosto, resolveu divorciar-se do marido, o distinto senhor Duncan, cuja conduta foi, ao que parece, muito pouco delicada. A questão afetou-lhe tanto os nervos, que disse aos filhos que o estômago não suportava senão um pouco de champanha e ostras. E no meio do ressentimento, das acusações e dos desgostos domésticos – num mundo de pensões iluminadas e gás e mantidas por belezas meridionais arruinadas, magnatas ferroviários e porta giratórias, de bebedores de uísque que mascavam cravo para que lhes notassem o mau hálito e escarradeiras de lata, carros de quatro rodas e cinturas justas, de desocupados e vestidos compridos, de muitos babados e cauda (num mundo no qual salas de conferências e de concertos davam direito a chamar-se senhoras cultas e constituíam o centro da vida daquele que tivesse aspirações) – teve uma filha a que deu o próprio nome:Isadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rompimento com o senhor Duncan e a descoberta de sua duplicidade, converteram a senhora Duncan em feminista fanática, em atéia e apaixonada entusiasta das conferências e artigos de Bob Ingersoll. Onde estava escrito Deus, lia Natureza; onde estava escrito Dever, beleza; e somente o homem é vil.A Senhora Duncan lutou muito para criar seus filhos no amor à beleza e no ódio aos coletes, às convenções e às leis ditadas pelos homens. Deu lições de piano, fez bordados e teceu chalés e luvas. Os Duncans estavam sempre cheios de dívidas. Deviam sempre o aluguel da casa.As primeiras lembranças de Isadora eram as de adulações aos vendeiros, açougueiros e proprietários de casas e a venda de gulodices que sua mãe fazia, de porta em porta, e ajudando a tirar as maletaas por uma porta dos fundos, quando tinham de passar calote nas pensões, uma atrás das outras, todas pobres e com muitas pretensões.Os pequenos Duncans e a mãe formavam um clã: os Duncans contra o mundo grosserio e sórdido. Não eram católicos nem prostestantes, nem quakers, nem batistas; eram artistas.Ainda pequenos, os meninos chamavam a atenção da vizinhança, dando representações teatrais num celeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elizabeth, a mais velha, dava lições de danças de salão. Como eram do Oeste, o mundo lhes parecia uma quimera. Não se envergonhavam de mostrar-se em público. Isadora tinha olhos verdes, cabelos avermelhados e um pescoço e uns braços magníficos. Como não podia pagar as lições de dança, inventou sua própria dança.Mudaram-se para Chicago. Isadora dançou na festa organizada pelo Washington Post, no jardim do templo maçônico e conseguiu um emprego de cincoenta dólares por semana. Dançava nos clubes. Foi ver Augustin Daly e disse-lhe que havia descoberto a Dança. Em Nova Iorque, fez o papel de fada, numa representação de Sonho de uma Noite de Verão, com Ada Rehan.Os Duncans seguiram para Nova Iorque. Alugaram uma grande sala em Carnegie Hall, puseram colchões nos cantos, penduraram cortinas nas paredes e fundaram o primeiro estúdio de Greenwich Village. Estavam sempre com medo de que a policia os apanhassem. Passavam a vida bajulando os comerciantes que lhes apresentavam as contas, fazendo a dona esperar pelo aluguel e arrancando dinheiro dos ricos. Isadora organizou recitais em Ethelbert Nevin. Interpretava, dançando, os poemas de Omã Khayyam, para as senhoras da sociedade de Newport.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Hotel Windsor se incendiou, perderam todas as cousas, inclusive as contas que deviam, e embarcaram para Londres num navio de transporte de gado, fugindo do materialismo da América.No Museu Britânico, descobriram os gregos. A Dança era grega.Sob as fumarentas chaminés de Londres, nas praças cobertas de fuligem, dançaram com túnicas de musseline, copiaram atitudes das ânforas gregas, percorreram galerias de arte, assistiram a conferências, concertos e representações, encheram-se, num inverno, de cincoenta anos de cultura vitoriana.Sempre que eram postos para fora, por não pagar aluguel, Isadora, os levava para os melhores hotéis, alugava uma série de salas e ordenava aos criados que se apressassem em servir lagosta, champanha e frutas que não fossem da estação. Nada era bom demais para os artistas, os Duncans, os gregos. E a frescura de Isadora encantava à Londres do século dezenove. Dançavam em festas de aristocráticas mansões de Kesington e Mayfair. Os ingleses, do Príncipe Eduardo para baixo, sentiam-se escravos de sua beleza pré-rafaelita, de sua inocência cheia de vida, de seu sotaque californiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Londres foi Paris da Exposição Universal de 1900. Isadora dançou com Louie Fuller. Era ainda uma virgem muito tímida, para compreender as insinuações de um Rodin, o grande mestre, que então se achava inteiramente desconcertado com as extravagâncias do bando de moças aloucadas e homossexuais de Louie Fuller. Os Duncans eram vegetarianos, desconfiavam da vulgaridade, dos homens e do materialismo. Raymond fez sandálias para todos. Isadora, sua mãe e seu irmão Raymond, correram a Europa em sandálias, com véus à cabeça e vivendo a vida grega da natureza numa sinfonia de contas a pagar.O primeiro recital de Isadora teve lugar num teatro de Budapeste. Depois disto, tornou-se a diva e teve uma aventura com um ator. Em Munique, os estudantes desatrelaram os cavalos do seu carro. Tudo eram flores, aplausos e champanha. Fez furor em Berlim. Com o dinheiro que ganhou na excursão artística pela Alemanha, levou todos os Duncans à Grécia.Chegaram num bote de pesca a Itaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Partenon, posaram para os fotógrafos. Dançaram no Teatro de Dionisios. Ensinaram um bando de meninos esfarrapados a cantar o antigo coro das Suplicantes. Construíram um templo para morar, numa colina que dominava as ruínas da velha Atenas. Mas na colina não havia água e antes que o templo estivesse concluído o dinheiro acabou.Tiveram que hospedar-se no Hotel d’Angleterre, onde chegaram a dever uma boa soma. Quando o crédito acabou, levaram o coro para Berlim e representaram os Suplicantes em grego antigo. Ao ver Isadora envolta em seu peplo, caminhando pelo Tiergarten à frente dos meninos todos vestindo túnicas gregas, o cavalo da imperatriz assustou-se e atirou Sua Majestade ao chão.Isadora ficou na moda. Chegou a São Petesburgo a tempo de ver o funeral noturno dos revolucionários mortos a tiro em frente ao Palácio de Inverno, em 1905. Teve muita pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era norte-americana como Walt Whitman. Os governos que cometem assassinatos não eram de sua classe. Sua gente eram os manifestantes. Os artistas nunca estavam do lado das metralhadoras. Era uma norte-americana de túnica grega estava com o povo.Em São Petersburgo, que ainda estava enfeitada pelo balé século dezoito da corte do Rei Sol, suas danas foram consideradas perigosas pelas autoridades.Na Alemanha, fundou uma escola com auxilio de sua irmã Elizabeth, que teve a seu cargo toda a organização; e deu à luz uma filho de Gordon Craig.Fez na América a entrada triunfal que sempre havia planejado e deixou os filisteus consternados com uma excursão artística. Seus companheiros eram detidos pela policia, por vestirem túnicas gregas. Na democrática América não havia liberdade para a Arte.O regresso a Paris foi uma apoteose: Arte significava Isadora. No funeral do Príncipe de Polignac conheceu o milionário (rei da máquina de costura) que seria o futuro provedor e financiador da sua escola. Foi com ele no seu iate (tudo o que Isadora fazia era Arte) dançar no Templo de Paeston, só para ele. Mas chovia e os músicos ficaram molhados até os ossos e todos preferiram embebedar-se.A vida do milionário era Arte. Arte era tudo o que Isadora fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta, pela segunda vez, ao seu país, escandalizou, com sua dança, as velhas senhoras dos clubes e as solteironas aficionadas das artes. Também já mostrava no ventre o filho do milionário. E deu para beber e avançar até o palco, discutindo com os artistas.Isadora estava no auge da glória e do escândalo, do poder e da riqueza. A escola progredia, o milionário ia construir um teatro em Paris, os Duncans eram sacerdotes de um culto (Arte era o que Isadora fazia).O automovel que, em Paris, levava seus filhos, parou numa das pontes do Sena. Esquecendo-se de que o carro estava com o cambio ligado, o chofer deu a partida. O motor arrancou e o automóvel caiu no rio.Os meninos e a ama afogaram-se.O resto da vida, Isadora viveu num desespero, entre alvoroços de escândalos, caras irônicas de jornalistas, ameaças de procuradores, demandas de gerentes de hotéis que apresentavam contas atrasadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isadora bebia demais, não podia deixar os jovens tranqüilos, usava o cabelo com vários tons de vermelho, nunca se preocupava em pintar-se como devia. Descuidava dos vestidos e jamais soube em que gastava dinheiro. Mas a impressão de saúde enchia a sala, quando a figura de braços maravilhosos avançava, lentamente, do fundo do cenário. Não sabia o que era medo; era uma grande bailarina.Em São Francisco, sua cidade natal, os políticos não permitiram que ela dançasse no Teatro Grego, que haviam construído por sua influência. Onde ia, ofendia aos filisteus. Quando a guerra estalou, dançou a Marselhesa. Isso, no entanto, pareceu irreverente e sentiram-se ofendidos por não haver renegado a Wagner, nem ter mostrado respeitáveis instintos de matança.Em sua excursão pela América do Sul, ligou-se com homens, em todas as partes: um pintor espanhol, alguns lutadores de boxe, um foguista de navio, um poeta brasileiro - deve ser João do Rio (Paulo Barreto), ao menos pelo que se pode deduzir das refrencias que ele faz a Isadora, em sua autobiografia. Procovou escândalos nos salões de tango. Chamou os argentinos de negros do palco. Embebedou-se de triunfo, em Montevidéu e no Brasil. Mas, enquanto tinha dinheiro, não podia evitar e gastava a rodo com dançarinos de tango, donativos, ceias depois do espetáculo e toda uma seqüência de loucuras. Tudo por sua conta. Os empresários aborreciam-na. Não sabia o que era, não se envergonhava com as murmurações, nem com as manchetes dos vespertinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando outubro levantou o pano do Velho Mundo, lembrou-se de São Petersburgo, dos esquifes deslisando pelas ruas silenciosas, dos rostos pálidos e dos punhos cerrados daquela noite e dançou a Marcha Eslava, pondo um lenço vermelho diante do nariz das velhas senhores de Boston, no Symphony Hall.Mas quando foi à Rússia, com a esperança de encontrar uma nova escola de trabalho, uma vida livre – viu que tudo ali era grande demais, difícil demais.Quando já lhe era impossível obter mais dinheiro para a Arte, para as pessoas que comiam e bebiam nos seus aposentos de hotéis, para alugar Rolls-Royces e para a manutenção de seus discípulos e alunos – Isadora foi para a Riviera escrever suas memórias, afim de arrancar um pouco de dinheiro do publico norte-americano que, depois da guerra, havia despertado para os gregos, o escândalo e a Arte, e ainda tinha dólares para gastar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alugou um estúdio em Nice, mas nunca pode pagar o aluguel. Tinha brigado com o milionário. Suas jóias, sua famosa esmeralda, seu manto de arminho, seus objetos de arte, foram parar em casas de penhor ou em mãos de usurários. Tudo o que lhe restava eram os velhos cenários azuis que tinham visto seus grandes triunfos, uma carteira de couro vermelho e um velho abrigo de pele, descosturado nas costas. Não podia deixar de beber ou de lançar-se nos braços do primeiro que lhe aparecesse. Quando dispunha de dinheiro, organizava uma festa. Tentou afogar-se e um oficial da marinha inglesa tirou-a do mediterrâneo batido de luar.Um dia, encontrou num pequeno restaurante de golfe, Juan, um jovem italiano, que tinha uma garagem e dirigia uma pequena Bugatti de corrida. Disendo-lhe que talvez se decidisse a comprar o automóvel, pediu-lhe que fosse a seu estúdio, para que a levasse a dar um passeio. Seus amigos não queriam que fosse, diziam que o italiano era um simples mecânico, mas Isadora insistiu. Tinha bebido uns copos (no mundo só lhe interessavam a bebida e os jovens simpáticos...), ligou-se ao italiano, lançou para trás a echarpe de longas franjas para envolver o pescoço, com seu largo gesto habitual, virou a acabeça e disse com o sotaque californiano que jamais pode esquecer:“Adieu, mês amis, je vais à la glorie «O mecânico deu a partida e o carro arrancou. A pesada echarpe, que pendia para fora do carro, enroscou-se numa roda, puxou violentamente a cabeça de Isadora para o lado..O automóvel deteve-se instantaneamente. Tinha o nariz arrebentado, o pescoço pendendo...Estava morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(Extraído de "Dinheiro Graúdo" – John dos Passos – edição 1938)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-6563525042359859581?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/6563525042359859581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=6563525042359859581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/6563525042359859581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/6563525042359859581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2008/06/arte-e-isadora-duncan.html' title='A Arte e Isadora Duncan'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_85ifLmTHVs4/SF7sNycq3vI/AAAAAAAAAwg/BqnUgOSwTIU/s72-c/fotoisado1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-5294464501595362356</id><published>2007-12-16T16:04:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T16:05:09.442-08:00</updated><title type='text'>A origem do Natal, ou Como uma data fajuta faz a cabeça dos cristãos</title><content type='html'>A maioria dos cristão desconhece a origem do Natal. Na verdade, a data de 25 de dezembro está ligada às festas pagãs, sem relação nenhuma com Jesus Cristo pois na verdade este dia era dedicado ao deus Mitra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem da árvore de Natal também vem de época bem remota.&lt;br /&gt;Começou na Antiga Babilônia com Nimrod (que quer dizer Rebelde), neto de Cã, filho de Noé. Fundador da Torre de Babel, Nimrod casou-se com a própria mãe, Semiramis, que após a morte do filho-marido, começou a propagar sua adoração, alegando que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de uma pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrod para uma nova vida. E assim, anualmente, no dia do aniversário do falecido filho/marido, ela dizia que este visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia de nascimento de Nimrod era 25 de dezembro. Sabe-se também que o carvalho era sagrado entre os druidas, as palmeiras entre os egípcios, e o abeto entre os romanos, que era decorado com cerejas negras durante as Saturnais (ou Saturnália). Acreditava-se também que o deus escandinavo Odin dava presentes na época do Natal a quem se aproximasse do seu Abeto Sagrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após sua morte, Semiramis e seu filho/marido Nimrod converteram-se também em objeto de adoração, tendo sido adorados por diversos nomes em lugares diferentes como “Rainha dos Céus” dos Babilônios e Nimrod, por sua vez, converteu-se em “Divino Filho do Céu” passando a ser considerado como”filho de Baal, o Deus-Sol”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o decorrer dos séculos, mãe e filho se transformaram-se em objetos principais de adoração e a sua veneração espalhou-se pelo mundo antigo: “A mãe a criança”, “Virgem e o menino”, recebendo vários nomes como Isis e Osíris no antigo Egito, Cibele e Deois na Ásia, Fortuna e Júpiter na Roma Pagã e em outros lugares do mundo, criando a imagem de “mãe de Deus”, muito tempo antes do nascimento de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo pagão celebrava o dia 25 de dezembro como o dia do nascimento de Isis (ou “Rainha do Céu) muito tempo antes do Imperador Constantino torná-la data comemorativa do nascimento de Cristo. Os persas comemoravam este período como o nascimento de Mitra, o Deus Sol, e acreditavam que um pequeno sol nascia sob a forma de um bebê, comemorando em 25 de dezembro o Dia do Nascimento do Sol Invicto (que os romanos chamavam de Natalis Solis Invicti). Jantares e árvores verdes ornamentadas para espantar os maus espírito da escuridão eram comuns e presentes de bom agouro eram ofertados aos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Druidas, que tiveram vários de seus rituais apropriados pela Igreja Católica de Roma, comemoravam este dia, e as festividades aconteciam ao redor do monumento de Stonehenge, construído em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o crescimento da religião católica, que incorporou em sua ortodoxia vários costumes pagãos, principalmente para ganhar adeptos, Constantino aproveitou esta data, onde se comemorava a festividade da brunária (25 de dezembro), as Saturnais (ou Saturnália)  de 17 a 24 de dezembro - celebrando o solstício de inverno que é quando o sol atinge o seu afastamento máximo da linha do equador, tornando as noites mais longas e marcando o início do inverno,  e o “Novo Sol”, e as Calendas, quando se iniciava um ano novo -, dando assim um golpe político para trazer a massa de cristãos recém-convertidos ao cristianismo e aproveitando a influencia do maniqueísmo pagão que identificava o filho de Deus como o Sol físico, decretando que esta festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus-sol, ou solstício), seria a data comemorativa do nascimento do filho de Deus. Desta forma o”Natal” – ou seja, dia do nascimento-, se enraizou no mundo ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Saturnais era orgias carnavalescas (ou seja, “da carne”), onde havia muito vinho e depravação, em homenagem ao deus Saturno. Durante as Saturnais a orgia era comandada por um chefe de folia, uma espécie de Rei Momo, um homem gordo, que representava Saturno, ceias fartas, troca de presentes e a queima de velas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliano, o Apóstata, sobrinho de Constantino, que também era adorador de Mitra, disse a respeito desta celebração do dia 25 de dezembro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Antes do início do ano, no final do mês cujo nome é segundo Saturno (dezembro), celebramos em honra de Hélios (o Sol), os jogos mais esplendidos e dedicamos o festival ao Invencível Sol. Que os deuses governantes me concedam louvar e sacrificar neste festival. E sobre os outros, que Hélios mesmo, o rei de todos, conceda-me isto”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante ressaltar que este costume foi adotado a partir de 336 d.C. e é desta época o início da adoração da “virgem e o menino”, trazidos pelos novos cristãos, pagãos recém convertidos, que continuaram a adorar o Sol, festejando o nascimento do astro-rei, agora transformada na celebração do nascimento de Jesus Cristo. Desta forma, o paganismo foi introduzido dentro do cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante é que Jesus Cristo, conforme a bíblia sagrada diz, não pediu que se comemorasse seu nascimento, mas sim sua morte conforme relatado em Lucas 22:19, onde diz: “E, tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-5294464501595362356?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/5294464501595362356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=5294464501595362356&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/5294464501595362356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/5294464501595362356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2007/12/origem-do-natal-ou-como-uma-data-fajuta.html' title='A origem do Natal, ou Como uma data fajuta faz a cabeça dos cristãos'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-9055801199133321399</id><published>2007-06-23T17:03:00.000-07:00</published><updated>2007-06-23T17:30:31.823-07:00</updated><title type='text'>Dinheiro e sexo - As supremas ilusões</title><content type='html'>Existem duas ilusões bastante diferenciadas em nossa cultura – uma relacionada com o dinheiro e a outra com o sexo. A ilusão de que o dinheiro é onipotente, que ele pode solucionar todos os problemas e trazer ao seu proprietário toda a alegria e felicidade, é responsável pelo culto ao dinheiro.&lt;br /&gt;De maneira similar, o culto ao sexo provém de uma crença na onipotência do sexo. Na opinião daqueles que partilham destas ilusões, o encanto sexual, assim como o dinheiro, é um poder que pode ser usado para abrir as portas do céu. Para muita gente, dinheiro e sexo tornaram-se as divindades supremas.&lt;br /&gt;Todo paciente esquizóide possui a ilusão de que o sexo é onipotente. Toda moça esquizóide, embora cônscia de não ser aclamada “deusa do amor”, tem uma profunda convicção da irresistibilidade do seu encanto sexual. Algumas o “demonstram”, ao passo que outras tem este sentimento encoberto pelo medo e pela ansiedade. Esta ilusão dá uma uma importância indevida ao sexo, negligenciando assim a personalidade total.&lt;br /&gt;Sexo e personalidade são dois lados da mesma moeda. A tentativa de divorciar o sexo de sua base na personalidade total conduz à ilusão da "sofisticação" sexual. O "sofisticado" sexual utiliza o sexo como meio de se relacionar ou como instrumento de poder. Esta utilização do sexo distorce a sua função. Em vez de se constituir numa expressão de sentimento pelo parceiro sexual, ele se torna uma manobra para fazer inflar o ego da pessoa e estabelecer a sua superioridade.&lt;br /&gt;O homem que desempenha o papel do irresistível "Casanova" procura corresponder a uma imagem egóica de si próprio como "grande amante". A mulher que se julga sexy acredita que o seu encanto sexual demonstra a superioridade de sua feminilidade.&lt;br /&gt;O fato de o sexo ser uma expressão de sentimento e que um corpo sem sentimento é desprovido de sexualidade são verdades que o individuo esquizóide ignora. A ilusão do sexualismo torna erroneamente a aparência como se fosse o conteúdo, e confunde "sofisticação" sexual com maturidade sexual. Esta ilusão, assim como muitas outras, evolui com um exagero da situação da infância. Ela representa uma fixação no nível edipiano e é uma ampliação dos sentimentos incestuosos entre pais e filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comportamento destrutivo visto hoje em dia no alcoolismo, no vício em drogas, na deliqüência e na promiscuidade, reflete o grau até onde os indivíduos em nossa cultura tornaram-se isolados, desligados e desesperados. Pouca diferença faz se a depressão é real ou imaginária, exceto que no desespero real a estratégia de defesa é interrompida logo que a emergência é ultrapassada. O indivíduo esquizóide, todavia, vive num estado contínuo de emergência. A sorte específica que ele teme, pode ser determinada a partir do seu comportamento, uma vez que este comportamento constitui simultaneamente um desafio à sua sorte e uma tentativa de precaver-se contra as conseqüências desastrosas.&lt;br /&gt;Quando o individuo esquizóide age de forma tal, ele tenta explicar seu isolamento, a sua inutilidade e o seu vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Extraido de "O corpo traído - Dr. Alexander Lowen, edição 1979"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-9055801199133321399?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/9055801199133321399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=9055801199133321399&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/9055801199133321399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/9055801199133321399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2007/06/dinheiro-e-sexo-as-supremas-iluses.html' title='Dinheiro e sexo - As supremas ilusões'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-467033880680374923</id><published>2007-06-01T18:24:00.000-07:00</published><updated>2007-06-01T18:29:48.079-07:00</updated><title type='text'>11 coisas que estudantes não aprenderiam na escola</title><content type='html'>Dizem que o texto abaixo foi dito por Bill Gates em uma conferência numa escola secundária sobre 11 coisas que estudantes não aprenderiam na escola. Fala sobre como a política do “sentir-se bem” tem criado uma geração de crianças sem noção da realidade e como esta política tem levado as pessoas a falharem em suas vidas posteriores à escola.&lt;br /&gt;A vida pode ser cruel, e a crueldade pode atingir qualquer um, principalmente aqueles que não tem os pés firmes no chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 1: A vida não é fácil - acostume-se com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 3: Você não ganhará US$ 40,000 por ano assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 4: Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 5: Fritar hambúrgueres não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso - eles chamam de oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 6: Se você fracassar, não é culpa de seus pais, então não lamente seus erros, aprenda com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão chatos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você falar o quanto você mesmo era legal. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 8: Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você repete mais de um ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudarão a cumprir suas tarefas no fim de cada período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 10: Televisão NÃO É vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a cafeteria e ir trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra 11: Seja legal com os "Nerds". Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-467033880680374923?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/467033880680374923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=467033880680374923&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/467033880680374923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/467033880680374923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2007/06/11-coisas-que-estudantes-no-aprenderiam.html' title='11 coisas que estudantes não aprenderiam na escola'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-1972777544213919398</id><published>2007-05-31T19:26:00.000-07:00</published><updated>2007-06-05T18:53:58.407-07:00</updated><title type='text'>Egar Rice Burroughs, autor de Tarzan dos Macacos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_85ifLmTHVs4/Rl-GxRRDhDI/AAAAAAAAAVg/rYZYTu_EO7U/s1600-h/edgarcrian%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070919886449116210" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_85ifLmTHVs4/Rl-GxRRDhDI/AAAAAAAAAVg/rYZYTu_EO7U/s400/edgarcrian%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_85ifLmTHVs4/Rl-GpRRDhCI/AAAAAAAAAVY/Qn8L4lmwBTw/s1600-h/edgarrapa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070919749010162722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_85ifLmTHVs4/Rl-GpRRDhCI/AAAAAAAAAVY/Qn8L4lmwBTw/s400/edgarrapa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_85ifLmTHVs4/Rl-GhxRDhBI/AAAAAAAAAVQ/DLmgQM7kG-I/s1600-h/edgar3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070919620161143826" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_85ifLmTHVs4/Rl-GhxRDhBI/AAAAAAAAAVQ/DLmgQM7kG-I/s400/edgar3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_85ifLmTHVs4/Rl-GaBRDhAI/AAAAAAAAAVI/03d1X31wIb4/s1600-h/edgar4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070919487017157634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_85ifLmTHVs4/Rl-GaBRDhAI/AAAAAAAAAVI/03d1X31wIb4/s400/edgar4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_85ifLmTHVs4/Rl-GShRDg_I/AAAAAAAAAVA/57Dw5NwcDao/s1600-h/edgar5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070919358168138738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_85ifLmTHVs4/Rl-GShRDg_I/AAAAAAAAAVA/57Dw5NwcDao/s400/edgar5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desde o dia em que nasceu, 1 de setembro de 1875, em Chicago, até àquele em que ofereceu a sua primeira história a All-Story Magazine, em 1911, Edgard Rice Burroughs fracassou em quase tudo o que tentou. Freqüentou meia duzia de escolas públicas e particulares antes de se formar na Academia Militar de Michigan. Não tendo conseguido designação para um posto em nenhuma unidade militar - nem mesmo no exército chinês - acabou sentando praça no Sétimo Batalhão de Cavalaria dos Estados Unidos. Mas, ao dar baixa, continuava sendo praça. Uma sucessão de dezoito empregos diferentes e tentativa comerciais se seguiram ao seu casamento em 1900, com Emma Centennia Hulbert - e, em 1911, teve que empenhar o relógio a fim de comprar comida para a família.Tendo passado quase toda a vida a rabiscar, esboçar e escrever versos para se divertir, ERB decidiu, neste ponto baixo da vida, quase passando fome, ver se o público receberia tão bem os seus vôos de imaginação, como os recebiam os seus amigos e a sua familia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua primeira história - escrita no verso de folhas de papel timbrado de empresas falidas pois não tinha dinheiro para comprar papel de qualidade - lhe trouxe quatrocentos dólares. Hoje, aquela história, "Uma Princesa de Marte", é aclamada como um ponto de partida para a ficção-cientifica do século XX.A seguir, ERB escreveu um romance histórico. Foi rejeitado. Novamente sem vintém, quase desistiu. Mas uma carta de apenas uma linha, que lhe escreveram os editores, lhe deu ânimo para continuar: "Coragem - não desista!". A próxima história decidiria o seu futuro. Foi &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tarzan dos Macacos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.Tarzan dos Macacos demonstrou ser um êxito espantoso desde o instante em que apareceu em All-Story Magazine, em 1912, mas trouxe para ERB apenas setecentos dólares. E, como a história tinha surgido inicialmente numa revista popular, foi rejeitada por quase todos os principais editores de livros no país. Entretanto, quando Tarzan dos Macacos foi editado em livro, finalmente, por A.C. McClurg &amp; Company, tornou-se o best-seller de 1914.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma torrente de romances vieram a seguir: histórias a respeito do planeta Vênus, histórias sobre os índios apaches, contos de faroeste, comentários sociais, histórias policiais, contos passados na Lua e no centro da Terra. Apareceram mais e mais livros de Tarzan. Finalmente, quase cem livros saíram de autoria de ERB, que se gaba de "não ter a mínima idéia de como se escrevia uma história".&lt;br /&gt;Em 1918, Tarzan chegou à tela. "Tarzan dos Macacos", com Elmo Lincoln no papel principal, foi o primeiro filme da História a obter uma renda bruta de mais de um milhão de dólares. Desde então, produziram-se trinta e nove filmes de Tarzan, cada um deles com grande êxito financeiro. Embora gostasse de caçoar das películas, ERB ficou amargamente desapontado com os filmes de Tarzan. Muitas vezes nem ia vê-los. O seu Tarzan era um homem supremamente inteligente, sensível, verdadeiramente civilizado; heróico, belo e, acima de tudo, livre. O mundo conhece bem a caricatura semi-analfabeta que Hollywood fez de Tarzan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1919, com sua segurança financeira assegurada, ERB comprou a propriedade do General Harrison Gray Otis, na California, de cerca de duzentos hectares, dando-lhe o nome de "Fazenda Tarzana". Ali, escreveu prodigiosamente e dirigia a empresa de âmbito mundial que é hoje Edgar Rice Burroughs, Inc. Em 1941, apresentou-se como voluntário para ser correspondente de guerra e, finalmente, voltou do Pacífico Sul para casa - na qualidade de o mais idoso correspondente norte-americano - somente após ter sofrido uma série de ataques do coração.Passou o resto de seus anos como semi-inválido, numa casa modesta na Avenida Zelzah, em Encino, na California, onde pousou a pena pela última vez aos 19 de março de 1950. As suas cinzas foram levadas de volta a Tarzana, onde, de acordo com seu próprio desejo, repousam em túmulo sem marca.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-1972777544213919398?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/1972777544213919398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=1972777544213919398&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/1972777544213919398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/1972777544213919398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2007/05/egar-rice-burroughs-autor-de-tarzan-dos.html' title='Egar Rice Burroughs, autor de Tarzan dos Macacos'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_85ifLmTHVs4/Rl-GxRRDhDI/AAAAAAAAAVg/rYZYTu_EO7U/s72-c/edgarcrian%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-3841218301585355479</id><published>2007-05-24T08:15:00.000-07:00</published><updated>2007-06-05T18:55:14.576-07:00</updated><title type='text'>Jean Genet, o mensageiro do Inferno</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_85ifLmTHVs4/RlW2yRRDg0I/AAAAAAAAATo/7CArramvT0E/s1600-h/JEANGENET1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068157930420011842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_85ifLmTHVs4/RlW2yRRDg0I/AAAAAAAAATo/7CArramvT0E/s400/JEANGENET1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_85ifLmTHVs4/RlW2nBRDgzI/AAAAAAAAATg/OSaXjxxn9Iw/s1600-h/JEANGENET2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068157737146483506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_85ifLmTHVs4/RlW2nBRDgzI/AAAAAAAAATg/OSaXjxxn9Iw/s400/JEANGENET2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_85ifLmTHVs4/RlW2dBRDgyI/AAAAAAAAATY/CuO7ti5zOZ4/s1600-h/JEANGENET3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068157565347791650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_85ifLmTHVs4/RlW2dBRDgyI/AAAAAAAAATY/CuO7ti5zOZ4/s400/JEANGENET3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Jean Genet, o poeta ladrão, explica seus crimes pela poesia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A Praça da Bastilha, em Paris, é uma atração fatal para os criminosos...como o cemitério de Pantin, onde os "gangsters" costumam enterrar-se mutuamente, depois dos ajustes de contas, nas tardes de chuva. Através da porta de vidro de um café miserável, Jean Genet olhava os paralelepípedos esbranquiçados pela neve. Havia ali o traçado dos antigos muros da prisão de Voltaire e do Máscara de Ferro. Adiante, os carrosséis de um parque de diversões e as árvores esqueléticas de um bulevar justificava a pintura eriçada de Bernard Buffet. Genet começou a falar:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Há quem me considere esnobe porque freqüento tais lugares. Dizem os jornais que Jean Anouilh, na sua última peça, &lt;em&gt;l’Hurluberlu,&lt;/em&gt; enumera um poeta pederasta e ladrão entre as atrações do society parisiense, como se eu fosse um dos males da República. Pensando assim, os juízes já me botaram dezoito vezes na cadeia. Essa gente me faz rir. Que é que você me toma?&lt;br /&gt;Um vagabundo alcoolizado rodava em torno de si mesmo, na calçada fronteira, como se tivesse perdido algo e procurasse. O olhar cinzento de Genet pousou no homem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu verdadeiro “habitat” é aqui. Fora dele, feneço como uma rosa cortada. Os criminosos constituem um universo proibido, no qual as virtudes proverbiais perdem o sentido. O ar que os criminosos respiram é nauseabundo: cheira a sangue e a sexo. Ora, possuindo condições incontroláveis de erotismo, mergulhei no mal com a alma limpa. Fora do crime, não existo. Dentro dele, justifico-me. É neste café que costumo rever os amigos saídos da cadeia. Eles me contam as novidades da prisão, os potins do nosso mundo concentracionário. Se você tivesse chegado um pouco antes, teria conhecido Minosa e Divine, duas camélias do meu jardim. Ambos acabam de cumprir oito meses na Santé, por causa de um roubo. Contaram-me que Gaby, o sátiro do Bois de Boulogne, perdeu a linha diante da guilhotina. Eu sabia que Gaby acabaria decepcionado. Detesto os criminosos covardes, os inconscientes. Mas, enfim, há quanto tempo não nos víamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia anos que não nos encontrávamos. Talvez desde 1954, quando conhecemos, por acaso William Faulkner, numa saída do metrô. Em Paris, os amigos podem trafegar a vida inteira sem se encontrarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas você tem recebido os meus livros? Ainda bem: não perco a esperança de ser traduzido e conhecido no Brasil. Vocês continuam refratários à minha literatura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, a fama de Genet atravessou a Mancha e o Atlântico, instalando-se confortavelmente em Greenwich-Village, o bairro latino de Nova Iorque. Em Londes, o pessoal de Mayfair criou um teatro íntimo para encenar a última peça do poeta. Mas Paris não teve coragem de montá-la: o Chefe de Polícia alegou que poderia haver distúrbios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós, os latinos, somos deliciosamente hipócritas. Em todo caso, editam-me aqui, o que já é uma grande concessão ao espírito e à inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro livro de Genet, “Pompas Fúnebres”, foi publicado clandestinamente, em 1948, por um editor corajoso.O poeta ainda se encontrava na prisão, cumprindo pena de cinco anos. Tratava-se de um romance sorbre a ocupação da França pelos alemães, mas seus personagens eram invertidos sexuais. Jean Cocteau, Jean Paul Sartre e Albert Camus, impressionados com o talento do autor, solicitaram para ele o perdão do Presidente da República, Vincente Auriol. A ficha de Genet dizia: “furto com violência” e “atentado ao pudor”. Libertado, publicou dois outros livros , escritos na prisão: “Notre Dame dês Fleurs”, novela poética de um submundo social, e “Haute Surveillance”, peça teatral logo encenada com escândalo no Teatro dês Mathurins. Então, Genet começou a sentir as conseqüências mundanas do sucesso literário: os círculos elegantes de Paris disputavam sua presença. A pintora Leonor Fini transformou-o numa atração para o seu apartamento. Os Anchorena, da Argentina, incluíam-no nos seus jantares do Bois do Boulogne, Jacques Fath hospedou-se quinze dias no seu castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Expunham-me como um animal raro do jardim zoológico. Mas a minha passividade durou pouco. A destruição do presidiário que havia em mim doía-me como se fosse um castigo do castigo. Libertando-me, operavam-me da infância, acordavam-me antes do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;NA ESPANHA, TORNOU-SE UM “PERCEVEJO CONSCIENTE”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean Genet retornou ao crime, mas evitando uma volta à cadeia. Suas artes, ele as exercia contra os editores, vendendo três ou quatro vezes os direitos de publicação de um dos seus livros, ou contra as famílias que o convidavam, furtando-lhes objetos preciosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quanto ao resto, o ambiente era favorável: há mais vício na alta sociedade do que em Pigalle ou em Montparnasse. Monsieur Anouilh pode falar: é o seu direito. Mas fala por despeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o editor Gallimard publicou, há alguns anos atrás, as obras completas de Genet, compreendendo seis volumes, pediu um prefácio a Jean-Paul Sartre. O filósofo existencialista entuasiasmou-se e escreveu seiscentas páginas datilografadas. O católico François Mauriac qualificou-os de “autores escatológicos”. Um Ministro do Interior quis mandar retirar a edição do mercado, mas não chegou a fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sempre tive paciência com a Polícia. Nós nos entendemos: nada se parece mais com um criminoso do que um policia. Somos irmãos: em nossas veias corre a mesma sede de sangue e de violência. Nunca me diverti tanto como uma vez em Nice, no Comissariado onde me detinham. Dormia comigo um polícia, belo, forte e confiante. Furtei-lhe cem francos, durante a noite. Na manhã seguinte, o rapaz procurava o dinheiro por toda parte, nos lugares mais estranhos. Você já viu a cara de um roubado? Cara de roubado dá a impressão de que ele está com cólicas. Fingindo ignorância, eu dizia ao rapaz: vai lá no fundo e te alivia, acho que estás doente. Essa reflexão me salvou de mim mesmo e fiquei com o dinheiro.&lt;br /&gt;Quantos anos Genet terá vivido do roubo? Com a cabeça nua oculta na gola da gabardine, ele olhava de novo para a praça da Bastilha. Um rapaz jogava &lt;em&gt;tac-tac&lt;/em&gt; no café e a campainha da máquina soava a cada momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sou um revoltado contra a sociedade, mas estou odiando esse rapaz com essa máquina. Adotei o crime aos 22 anos, por indolência. Eu acabara de sair de um orfanato, onde me educaram. Quando digo educaram, falo sério. Ensinaram-me o latim, o grego, a filosofia e a pederastia. Continuo fiel a todas essas matérias, mas o roubo foi idéia minha, uma facilidade excitante. Estávamos em 1932 e tive de fugir para a Espanha, onde continuei roubando. Vivi, nas ruas de Barcelona, Madri, Cádiz e Gilbratar, os mais belos momentos da minha vida. Nessa época, a Espanha estava coberta de vermes: os seus mendigos. Eles andavam de povoado em povoado, na Andaluzia porque tinha sol, na Catalunha porque era rica e em Madri por causa do vício. Tornei-me, pois, um percevejo consciente. Às vezes, dormíamos seis numa cama só. Porque o criminoso profissional não dorme ao relento; sempre encontra um canto onde se aninhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PARA ELE O BRASIL ERA UMA ILHA D’ALÉM MAR E D’ALÉM SOL&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Da Espanha, Genet voltou à França, com os republicanos derrotados por Franco, sendo internado por poucos dias num campo de concentração próximo de Bayonne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A polícia francesa retirou-me do campo para trancafiar-me na cadeia, eu tinha condenação de dois anos. Antes de chegar a Paris, consegui escapar de meus guardas e corri a Europa, na direção de Praga. Então, o aparelho militar alemão começou a funcionar e, com ele, a espionagem. Na companhia de um amigo espanhol, chamado Saliciano, furtei os segredos militares de um coronel iuguslavo sediado em Praga. Mas a quem vender tais segredos? À Alemanha? À Itália? Acabamos jogando fora os papéis. Saliciano me dizia que, se insistíssemos na espionagem, correríamos o risco de escapar à abjeção em que vivíamos. A espionagem é um processo do qual os Estados sentem tanta vergonha que procuram enobrecê-lo para justificá-lo. Dessa nobreza, fui beneficiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando mais uma vez à França, nas vésperas da guerra, Genet encontrou o país mobilizado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tratatava-se de vestir uma farda e de ir dormir dentro da linha Maginot, que os alemães souberam contornar: em seis meses de guerra, não demos nenhum tiro. Desmobilizado por Petain, caí na prisão imediatamente. Foi quando escrevi “Lê Journal d’Um Voleur” (Diário de um ladrão). A prisão obrigou-me a debruçar-me sobre o papel em branco. Só os que não vivem podem escrever. A idéia de uma obra literária me faria dar de ombros. Eu preferia viver. Mas, durante a ocupação, as prisões eram horrorosas. Não havia, sequer, a possibilidade de contato humano. Na solidão de minha cela, o mundo era uma torrente, um rio de forças unidas que me conduziam ao mar da morte. Tentando viver, comecei revivendo meus dias gloriosos de libertinagem. Era uma forma de dar voz ao que emudecera. Veja: naqueles dias, eu pensava muito no Brasil, sonhava com o Brasil, e, na minha idéia, o Brasil era uma ilha d’além mar e d’além sol, onde os homens, atléticos, de fisionomias gastas, acocoravam-se em torno de fogueiras, para descascar, em serpentinas, laranjas enormes, como os antigos imperadores romanos nas gravuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando explicar Jean Genet, o filósofo Jean-Paul Sartre escreveu: “A Poesia de Genet não é arte literária, é um meio de salvação. Na maioria das vezes, seus poemas se reduzem a uma palavra e não destinam ao público: é uma maneira de viver. Magnificando a abjeção para poder suportá-la, Genet endereça seus poemas a uma ausência divina. Saberá, ao menos, que é poeta? Não sabe. Mas reconhece que se defende da morte. Criança abandonada, foge à sua maldição original e busca seu próprio ser.” Eu preferiria Apolinaire:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O vicio em tudo isso&lt;br /&gt;não passa de ilusão&lt;br /&gt;que somente enganar&lt;br /&gt;às almas vulgares.”&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Justino Martins para a Revista Manchete numero 360, de 14/03/1959.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-3841218301585355479?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/3841218301585355479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=3841218301585355479&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/3841218301585355479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/3841218301585355479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2007/05/jean-genet-o-mensageiro-do-inferno.html' title='Jean Genet, o mensageiro do Inferno'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_85ifLmTHVs4/RlW2yRRDg0I/AAAAAAAAATo/7CArramvT0E/s72-c/JEANGENET1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-4984844100411717208</id><published>2007-04-06T19:52:00.000-07:00</published><updated>2007-04-06T20:32:43.766-07:00</updated><title type='text'>Edgar Allan Poe, biografia e textos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_85ifLmTHVs4/RhcNQknFYRI/AAAAAAAAAR0/DUSMYBAVLx4/s1600-h/fotoedgarallanpoe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050520085475975442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_85ifLmTHVs4/RhcNQknFYRI/AAAAAAAAAR0/DUSMYBAVLx4/s400/fotoedgarallanpoe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Edgar Allan Poe nasceu no nº 33 da rua Hollis, em Boston, Massachussetts, a 19 de janeiro de 1809, filho de pobres atores, David e Isabel (nascida Arnold) Poe. Seus pais achavam-se então cumprindo um contrato num teatro de Boston, e as representações de ambos, juntamente com sua permanência em vários lugares, durante sua carreira errante, podem ser acompanhadas plenamente pelos programas de teatro da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LINHAGEM PATERNA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai do poeta era um tal David, de Baltimore, Maryland, que havia abandonado o estudo de Direito, naquela cidade, para seguir a carreira teatral contra o desejo da familia.Os Poe haviam se estabelecido na América, duas ou três gerações antes do nascimento de Edgar. Traça-se distintamente sua linha ascendente até Dring, da paróquia de Kildallen, do Condado de Cavan, na Irlanda e daí até a paroquia de Fenwick, em Ayrshire, na Escócia. Portanto, derivavam eles dum tronco escoto-irlandês, sendo duvidoso que haja traços de celtas.Os primeiros Poes vieram para a América por volta de 1739. Os imediatos anepassados paernos do poeta desembarcaram em Neswcastle, Delaware, em 1748, ou pocuo mais mais cedo. Eram eles John Poe e sua mulher, Joana McBride Poe, que foram estabelecer-se na Pensilvânia oriental. Este casal teve dez filhos, entre eles David, que foi o avô do poeta. David Poe casou-se com Isabel Cairnes, também de ascendência escoto-irlandesa, e viveram em Lancaster, Pensilvânia, donde tempo antes de rebentar a Revolução Americana, se removeram para Baltimore, Maryland.David Poe e sua mulher, Isabel Cairnes Poe, tomaram partido patriótico da Revolução. David mostrou-se ativo em expulsar de Baltimore os partidários do Rei e foi nomeado “Deputado Quartel-Mestre Assistente”, o que significava ser ele agente de aprovisionamento militares para o Exército Revolucionário.Diz-se que ele prestou considerável auxilio a Lafayette, durante as campanhas da Virginia e do Sul, e por essa patriótica atividade recebeu o título de “General” honorário.Sua mulher, Isabel, tomou parte ativa na confecção de roupas para o Exército Continental. David e Isabel tiveram sete filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David, o mais velho, veio a ser o pai do poeta. Duas irmãs de David, Elisa Poe (depois Sr. Henry Herring) e Mary Poe (mais tarde Sr. William Clemm) entram na história da vida do poeta, a última especialmente, por ter se tornado sua sogra, além de ser sua tia. Com ela viveu de 1835 a 1849.O jovem David Poe estava destinado ao estudo do Direito, mas como já mencionamos, deixou a cidade natal para seguir a carreira de teatro. Sua estréia profissional realizou-se em Charleston, S.C., em dezembro de 1803. Uma notícia local, descreve David Poe como sendo extremamente tímido, ao passo que:“ .....Sua voz parece clara, melodiosa e variável; qual possa ser seu compasso, só se revela quando ele representa libertado de sua timidez. Sua dicção parece ser bem distinta e articulada; e seu rosto e sua pessoa dizem muito a seu favor. Seu tamanho é daquele porte bem adequado à ação geral, se seu talento se adaptasse ao sôco e ao coturno....”É este talvez, o único testemunho direto existente do aspecto físico do pai do poeta. Não se conhecem retratos dele. Suas qualidades histriônicas eram, quando muito, limitadas. Continuou a representar papéis menores em várias cidades do Sul e em janeiro de 1806, casou-se com Isabel Arnold Hopkins, jovem viúva sem filhos, também atriz, cujo marido morrera havia poucos meses. Isabel Arnold Poe veio a ser a mãe de Edgar Allan Poe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LINHAGEM MATERNA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem viúva com quem David Poe se casou em 1806, nascera na Inglaterra na primavera de 1787. Era filha de Henry Arnold e de Isabel Arnold (nascida Smith), ambos atores no Teatro Real de Covent Garden, em Londres. Henry Arnold morreu, ao que parece, em 1793. Sua viúva continou a prover o sustento próprio e da filha, representando e cantando e em 1796, trazendo consigo sua jovem filha, veio para a América, desembarcando em Boston. A sra. Arnold continuou sua carreira profissional na América, a principio com pouquíssimo êxito. Imediatamente antes ou logo depois de chegar aos Estados Unidos, casou-se pela segunda vez com um tal Charles Tubb, inglês de poucos dotes e pouco caráter.O casal continuou a representar, a cantar e a dançar em várias cidades, por toda a costa oriental e a jovem Srta. Arnold logo foi notada nos cartazes, aparecendo em papéis juvenis, como membro de várias companhias a que sua família pertencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. e Sra. Tubbs desapareceram de vista, aí por volta de 1798, mas a carreira de Isabel Arnold, mãe de Poe, pôde ser seguida cuidadosamente, pelos vários cartazes de anúncios e notícias nos jornais das diversas cidades em que representou, até sua morte em 1811. Foi durante suas viagens como atriz que se casou com C. D. Hopkins, também ator, em agosto de 1801. Não houve filhos dessa união. Hopkins morreu três anos depois, e em 1806, como foi dito antes, sua viúva casou-se com David Poe.O casal continuou a representar juntos, mas com muito pouco êxito. Nasceram-lhe três filhos: William Henry Leonard, nascido em Boston em 1807; Edgar, nascido em Boston em 1809; e Rosalia, em Norfolk, V.A., provavelmente em dezembro de 1810.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em razão de sua situação sempre de extrema pobreza, o primeiro filho Henry fora deixado aos cuidados de seus avós, em Baltimore, logo após seu nascimento.Edgar nascera quando seus pais cumpriam um contrato no Teatro de Boston. No verão de 1809, os Poe foram para Nova York, onde David Poe ou morreu, ou abandonou sua mulher, provavelmente esta última opção. A Sra. Poe foi abandonada com o menino Edgar e, algum tempo depois, deu à luz uma filha. Lançou-se suspeita, mais tarde, a respeito da paternidade dessa última criança e sobre a reputação da Sra. Poe, suspeita essa que desempenhou desgraçado papel nas vidas de seus filhos. Não é preciso dizer que tal suspeita era injusta.De 1810 em diante, a Sra. Poe continuou com precária saúde, a aparecer em vários papéis, em Norfolk , Va., em Charleston, Sc., e em Richmond. No inverno de 1811 foi prostrada por uma doença fatal, vindo a falecer a 8 de dezembro em situação de grande miséria e pobreza, na casa de uma modista de chapéus escocesa, emRichmond. Foi sepultada no cemitério da Igreja Episcopal de St. John, daquela cidade, dois dias mais tarde, mas não sem pia oposição. Sobreviviam à Sra. Poe três crianças órfãs. Duas delas, Edgar e Rosália, achavam-se com ela ao tempo de sua morte e foram tratadas por pessoas caridosas. Edgar, então com cêrca de dois anos de idade foi levado para a casa de John Allan, negociante escocês, em situação francamente próspera, ao passo que a pequena Rosália recebera abrigo em casa do casal William Mackenzie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Allan e os Mackenzie eram amigos íntimos e vizinhos. As crianças ficaram naquelas casas e o fato de sua criação tornou-se, com o correr do tempo, equivalente a uma adoção..continuará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONTOS E POEMAS DE EDGAR ALLAN POE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;O CORVO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma vez: eu refletia, à meia-noite êrma e sombria&lt;br /&gt;a ler doutrinas de outro tempo em curiosíssimos manuais,&lt;br /&gt;e, exausto, quase adormecido, ouvi de súbito um ruído&lt;br /&gt;tal qual se houvesse alguém batido à minha porta, devagar.&lt;br /&gt;"É alguém" - fiquei a murmurar - "que bate à porta, devagar;&lt;br /&gt;sim, é só isso e nada mais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Claramente eu o relembro! Era no gélido dezembro&lt;br /&gt;e o fogo, agônico, animava o chão de sombras fantasmais.&lt;br /&gt;Ansiando ver a noite finda, em vão, a ler, buscava ainda&lt;br /&gt;algum remédio à amarga, infinda, atroz saudade de Lenora&lt;br /&gt;- essa, mais bela do que a aurora, a quem nos céus chamam Lenora&lt;br /&gt;e nome aqui já tem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sêda rubra da cortina arfava em lúgubre surdina,&lt;br /&gt;arrepiando-me e evocando ignotos mêdos sepulcrais.&lt;br /&gt;De susto, em pávida arritmia, o coração veloz batia&lt;br /&gt;e a sossegá-lo eu repetia: "É um visitante e pede abrigo.&lt;br /&gt;Chegando tarde, algum amigo está a bater e pede abrigo.&lt;br /&gt;É apenas isso e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ergui-me após e, calmo enfim, sem hesitar, falei assim:&lt;br /&gt;"Perdoai, senhora, ou meu senhor, se há muito aí fora me esperais;&lt;br /&gt;mas é que estava dormecido e foi tão débil o batido,&lt;br /&gt;que eu mal podia ter ouvido alguém chamar à minha porta,&lt;br /&gt;assim de leve, em hora morta.&lt;br /&gt;" Escancarei então a porta:- escuridão, e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sondei a noite êrma e tranquila, olhei-a fundo, a perquiri-la,&lt;br /&gt;sonhando sonhos que ninguém, ninguém ousou sonhar iguais.&lt;br /&gt;Estarrecido de ânsia e mêdo, ante o negror imoto e quêdo,&lt;br /&gt;só um nome ouvi (quase em segredo eu o dizia) e foi:&lt;br /&gt;"Lenora!"E o eco, em voz evocadora, o repetiu também: "Lenora!"&lt;br /&gt;Depois, silêncio e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a alma em febre, eu novamente entrei no quarto e, de repente,&lt;br /&gt;mais forte, o ruído recomeça e repercute nos vitrais.&lt;br /&gt;"É na janela" - penso então. " - Por que agitar-me de aflição?&lt;br /&gt;Conserva a calma, coração! É na janela, onde, agourento,&lt;br /&gt;o vento sopra. É só do vento esse rumor surdo e agourento.&lt;br /&gt;É o vento só e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Abro a janela e eis que, em tumulto, a esvoaçar, penetra um vulto:&lt;br /&gt;- é um Corvo hierático e soberbo, egresso de eras ancestrais.&lt;br /&gt;Como um fidalgo passa, augusto e, sem notar sequer meu susto,&lt;br /&gt;adeja e pousa sobre o busto - uma escultura de Minerva,&lt;br /&gt;bem sobre a porta; e se conserva ali, no busto de Minerva,&lt;br /&gt;empoleirado e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver da ave austera e escura a soleníssima figura,&lt;br /&gt;desperta em mim um leve riso, a distrair-me de meus ais.&lt;br /&gt;“Sem crista embora, ó Corvo antigo e singular” – então lhe digo –&lt;br /&gt;“não tens pavor. Fala comigo, alma da noite, espectro tôrvo,&lt;br /&gt;qual é teu nome, ó nobre Corvo, o nome teu no inferno tôrvo!&lt;br /&gt;”E o Corvo disse: “Nunca mais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maravilhou-me que falasse uma ave rude dessa classe,&lt;br /&gt;Misteriosa esfinge negra, a retorquir-me em têrmos tais;&lt;br /&gt;pois nunca soube de vivente algum, outrora ou no presente&lt;br /&gt;que igual surpresa experimente: a de encontrar, em sua porta,&lt;br /&gt;uma ave (ou fera, pouco importa), empoleirada em sua porta&lt;br /&gt;e que se chama: “Nunca mais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversa coisa não dizia, ali pousada, a ave sombria,&lt;br /&gt;Com a alma inteira a se espelhar naquelas sílabas fatais.&lt;br /&gt;Murmuro, então, vendo-a serena e sem mover uma só pena,&lt;br /&gt;enquanto a mágoa me envenena: “Amigos ... sempre vão-se embora.&lt;br /&gt;Como a esperança, ao vir a aurora, ELE também há de ir-se embora.”&lt;br /&gt;E disse o Corvo: “Nunca mais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vara o silêncio, com tal nexo, essa resposta que, perplexo,&lt;br /&gt;Julgo: “É isso o que ele diz; duas palavras sempre iguais.&lt;br /&gt;Soube-as de um dono a quem tortura uma implacável desventura&lt;br /&gt;E a quem, repleto de amargura, apenas resta um ritornelo&lt;br /&gt;De seu cantar; do morto anelo, um epitáfio: - o ritornelo&lt;br /&gt;de “Nunca, nunca, nunca mais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ainda o Corvo me mudasse em um sorriso a triste face,&lt;br /&gt;girei então numa poltrona, em frente ao busto, à ave, aos umbraise, mergulhando no coxim,&lt;br /&gt;pus-me a inquirir (pois, para mim,visava a algum secreto fim)&lt;br /&gt;que pretendia o antigo Corvo,com que intenções, horrendo, tôrvo,&lt;br /&gt;esse ominoso e antigo Corvo&lt;br /&gt;grasnava sempre: “Nunca mais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentindo da ave, incandescente, o olhar queimar-me fixamente,&lt;br /&gt;eu me abismava, absorto e mudo, em deduções conjeturais.&lt;br /&gt;Cismara, a fronte reclinada, a descansar, sobre a almofada&lt;br /&gt;dessa poltrona aveludada em que a luz cai suavemente,&lt;br /&gt;dessa poltrona em que ELA, ausente, à luz que cai suavemente,&lt;br /&gt;já não repousa, ah! nunca mais ....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ar pareceu-me então mais denso e perfumado, qual se incenso&lt;br /&gt;ali descessem a esparzir turibulários celestiais.&lt;br /&gt;“Mísero!” – exclamo “ – Enfim teu Deus te dá mandando os anjos, seus&lt;br /&gt;esquecimento, lá dos céus, para as saudades de Lenora.&lt;br /&gt;Sorve o nepentes. Sorve-o, agora! Esquece, olvida essa Lenora!&lt;br /&gt;”E o Corvo disse: “Nunca mais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Profeta!” – brado. “ – Ó ser do mal! Profeta sempre, ave infernal&lt;br /&gt;que o Tentador lançou do abismo, ou que arrojaram temporais,&lt;br /&gt;de algum naufrágio, a esta maldita e estéril terra, a esta precita&lt;br /&gt;mansão de horror, que o horror habita,&lt;br /&gt;- imploro, dize-mo, em verdade:EXISTE um bálsamo em Gallad?&lt;br /&gt;Imploro! Dize-mo, em verdade!”&lt;br /&gt;E o Corvo disse: “Nunca mais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Profeta!” – exclamo. “ – Ó ser do mal! Profeta sempre, ave infernal!&lt;br /&gt;Pelo alto céu, por esse Deus que adoram todos os mortais,&lt;br /&gt;fala se esta alma sob o guante atroz da dor, no Éden distante,&lt;br /&gt;verá a deusa fulgurante a quem nos céus chamam Lenora,&lt;br /&gt;- essa, mais bela do que a aurora, a quem nos céus chamam Lenora!”&lt;br /&gt;E o Corvo disse: “Nunca mais!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Seja isso a nossa despedida!” – ergo-me e grito, alma incendiada.&lt;br /&gt;–“Volta de novo à tempestade, aos negros antros infernais!&lt;br /&gt;Nem leve pluma de ti reste aqui, que tal mentira ateste!&lt;br /&gt;Deixa-me só neste ermo agreste! Alça teu vôo dessa porta!&lt;br /&gt;Retira a garra que me corta o peito e vai-te dessa porta!”&lt;br /&gt;E o Corvo disse: “Nunca mais!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá ficou! Hirto, sombrio, ainda hoje o vejo, horas a fio,&lt;br /&gt;sobre o alvo busto de Minerva, inerte, sempre em meus umbrais.&lt;br /&gt;No seu olhar medonho e enorme o anjo do mal, em sonhos, dorme,&lt;br /&gt;e a luz da lâmpada, disforme, atira ao chão a sua sombra.&lt;br /&gt;Nela, que ondula sobre a alfombra, está minha alma; e, presa à sombra,&lt;br /&gt;Não há de erguer-se, ai! nunca mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...........................................................................................................................................&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O BARRIL DE AMONTILLADO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suportara eu, enquanto possível, as mil ofensas de Fortunato, mas quando se aventurou ele a insultar-me, jurei me vingar. Vós que tão bem conheceis a natureza de minha alma, não havereis de supor, porém, que proferi alguma ameaça. Afinal, deveria vingar-me. Isto era um ponto definitivamente assentado, mas essa resolução definitiva excluía a idéia de risco. Eu devia não só punir, mas punir com impunidade. Não se desagrava uma injúria, quando o castigo recai sobre o desagravante. O mesmo acontece quando o vingador deixa de fazer sentir sua qualidade de vingador a quem o injuriou.Fica logo entendido que nem por palavras, nem por fatos, dera eu causa a Fortunato, de duvidar de minha boa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei, como de costume a fazer-lhe cara alegre, e ele não percebia que meu sorriso agora se originara da idéia de sua imolação.O Fortunato tinha o seu lado fraco, embora, a outros respeitos, fosse um homem acatado e até temido. Orgulhava-se de ser conhecedor de vinhos. Poucos italianos tem o verdadeiro espírito do “conhecedor”. Na maior parte, seu entusiasmo adapta-se às circunstâncias do momento e da oportunidade, para ludibriar milionários ingleses e austríacos. Em matéria de pintura e ourivesaria era Fortunato semelhante a seus patrícios, um impostor, mas em assunto de vinhos velhos era sincero. A este respeito, éramos da mesma força. Considerava-me muito entendido em vinhos italianos, e, sempre que podia, comprava-os em larga escala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ao escurecer duma tarde, durante o supremo delírio carnavalesco, que encontrei meu amigo. Abordou-me com excessivo ardor, pois já estava bastante bêbado. Estava fantasiado com um traje apertado e listado, trazendo na cabeça uma carapuça cônica, cheia de guizos. Tão contente fiquei ao vê-lo, que não cessava de apertar-lhe a mão. E disse-lhe:&lt;br /&gt;- Meu caro Fortunato, foi uma felicidade encontrá-lo. Como está você bem disposto hoje! Mas recebi uma pipa dum vinho, dado como Amontillado e tenho minhas dúvidas.&lt;br /&gt;- Como? – disse ele. – Amontillado? Uma pipa? Impossível. E no meio do carnaval!&lt;br /&gt;- Tenho minhas dúvidas – repliquei, - mas fui bastante tolo em pagar o preço total do amontillado, sem antes consultar você. Não consegui encontrá-lo e tinha receio de perder uma pechincha.&lt;br /&gt;- Amontillado!&lt;br /&gt;-Tenho minhas dúvidas.&lt;br /&gt;- Amontillado!&lt;br /&gt;- E preciso desfazê-las.&lt;br /&gt;- Amontillado!&lt;br /&gt;- Se você não estivesse ocupado ...Estou indo à casa de Luchesi. Se há alguém que entenda disso, é ele. Terá de dizer-me ...&lt;br /&gt;- Luchesi não sabe diferenciar um Amontillado dum Xerez.&lt;br /&gt;- No entanto, há uns bobos que dizem por aí, em matéria de vinhos, vocês se equiparam.&lt;br /&gt;- Pois então vamos.&lt;br /&gt;- Para onde?&lt;br /&gt;- Para sua adega.&lt;br /&gt;- Não, meu amigo. Não quero abusar de sua boa vontade. Vejo que você está ocupado. Luchesi ...&lt;br /&gt;- Não estou ocupado coisa nenhuma ... Vamos.&lt;br /&gt;- Não, meu amigo. Não é por isso, mas é que vejo que você está fortemente resfriado. A adega está duma umidade intolerável. Suas paredes estão incrustadas de salitre.&lt;br /&gt;- Não tem importância, vamos. Um resfriado à-toa. Amontillado! Acho q ue você foi enganado. Quanto a Luchesi, é incapaz de distinguir um Xerez dum Amontillado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim falando, Fortunato agarrou-me o braço. Pondo no rosto uma máscara de seda e enrolando-me num rocló, deixei-me levar por ele, às pressas, na direção do meu palácio.Todos os meus criados haviam saído para se divertirem no carnaval. Dissera-lhes que só voltaria de madrugada e dera-lhes explícitas ordens para não se afastarem de casa. Foi, porém, o bastante, bem o sabia, para que sumissem, logo que virei as costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei dois archotes, um dos quais entreguei a Fortunato, e conduzi-o através de várias salas até a passagem abobadada, que levava à adega. Desci à frente dele uma longa e tortuosa escada, aconselhando-o a ter cuidado. Chegamos por fim ao sopé e ficamos juntos, no chão úmido das catacumbas dos Montresors.Meu amigo cambaleava e os guizos de sua carapuça tilintavam, a cada passo que dava.&lt;br /&gt;- Onde está a pipa? – perguntou ele.&lt;br /&gt;- Mais para o fundo – respondi, - mas repare nas teias cristalinas que brilham nas paredes desta caverna.- Ele voltou-se para mim e fitou-me bem nos olhos, com aqueles seus dois glóbulos vítreos que destilavam a reuma da bebedeira.&lt;br /&gt;- Salitre? – perguntou rele, por fim.&lt;br /&gt;- É, sim – respondei – Há quanto tempo está você com esta tosse?&lt;br /&gt;- Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! Eh! – pôs-se ele a tossir e durante muitos minutos não conseguiu meu pobre amigo dizer uma palavra.&lt;br /&gt;- Não é nada – disse ele, afinal.&lt;br /&gt;- Venha – disse eu, decidido. – Vamos voltar. Sua saúde é preciosa. Você é rico, respeitado, admirado, amado. Você é feliz, como eu era outrora. Você é um homem que faz falta. Quanto a mim, não. Voltemos. Você pode piorar e não quero ser responsável por isso. Além do que, posso recorrer a Luchesi ...&lt;br /&gt;- Basta! – disse ele. – Esta tosse não vale nada.Não me há de matar. Não é de tosse que hei de morrer.&lt;br /&gt;- Isto é verdade ... isto é verdade – respondi – e, de fato, não era minha intenção alarmá-lo sem motivo. Mas acho que você deveria tomar toda a precaução. Um gole de Médoc nos defenderá de umidade.&lt;br /&gt;Então fiz saltar o gargalo duma garrafa, que retirei duma longa fileira empilhada no chão.&lt;br /&gt;- Beba – disse eu, apresentando-lhe o vinho.Levou a garrafa aos lábios com um olhar malicioso. Calou-se um instante e me cumprimentou com familiaridade, fazendo tilintarem os guizos.&lt;br /&gt;- Bebo pelos defuntos que repousam em torno de nós – disse ele.&lt;br /&gt;- E eu para que você viva muito.&lt;br /&gt;Pegou-me de novo pelo braço e prosseguimos.&lt;br /&gt;- Estas adegas são enormes – disse ele.&lt;br /&gt;- Os Montresors eram uma família rica e numerosa – respondi.- Não me lembro quais são suas armas.&lt;br /&gt;- Um enorme pé humano dourado, em campo blau; o pé esmaga uma serpente rastejante, cujos colmilhos se lhe cravam no calcanhar.&lt;br /&gt;- E qual é a divisa?&lt;br /&gt;- Nemo me impune iacessit&lt;br /&gt;- Bonito! – disse ele.O vinho faiscava-lhe nos olhos e os guizos tilintavam. Minha própria imaginação se aquecia com o Médoc. Havíamos passado diante de paredes de ossos empilhados, entre barris e pipotes, até os recessos extremos das catacumbas. Parei de novo e desta vez atrevi-me a pegar Fortunato por um braço, acima do cotovelo.&lt;br /&gt;- O salitre! Veja, está aumentando. Parece musgo agarrado às paredes. Estamos em baixo do leito do rio. As gotas de umidade filtram-se entre os ossos. Venha, vamos antes que seja demasiado tarde. Sua tosse ...&lt;br /&gt;- Não é nada - disse ele. – Continuemos. Mas antes dê-me outro gole de Médoc.Quebrei o gargalo de uma garrafa de De Grave e entreguei-lha. Esvaziou-a dum trago. Seus olhos cintilavam, ardentes. Riu-se e jogou a garrafa para cima, com um gesto que eu não compreendi.Olhei surpreso para ele. Repetiu o grotesco movimento.&lt;br /&gt;- Não compreende? – perguntou.&lt;br /&gt;- Não.- Então não pertence à irmandade?&lt;br /&gt;- Que irmandade?&lt;br /&gt;- Você não é maçom?&lt;br /&gt;- Sim, sim, sim, sim – respondi.&lt;br /&gt;- Você? Maçom? Não é possível.&lt;br /&gt;- Sou maçom, sim.- Mostre o sinal – disse ele.&lt;br /&gt;- É este – respondi, retirando de sob as dobras de meu rocló uma colher de pedreiro.&lt;br /&gt;- Você está brincando – exclamou ele, dando uns passos para trás – Mas vamos ver o Amontillado.&lt;br /&gt;- Pois vamos – disse-lhe eu, recolocando a colher debaixo do capote e oferecendo-lhe, de novo, meu braço, sobre o qual se apoiou ele pesadamente. Continuamos o caminho em busca do Amontillado. Passamos por uma série de baixas arcadas, demos voltas, seguimos para a frente, descemos de novo e chegamos a uma profunda cripta, onde a impureza do ar reduzia a chama de nossos archotes a brasas avermelhadas.No recanto mais remoto da cripta, outra se descobria menos espaçosa. Nas suas paredes alinhavam-se restos humanos, empilhados até o alto da abóbada, à maneira das grandes catacumbas de Paris. Três lados dessa cripta interior estavam assim ornamentados. Do quarto haviam sido afastados os ossos, que jaziam misturados no chão, formando em certo ponto um montículo de avultado tamanho. Na parede assim desguarnecida dos ossos, percebemos um outro nicho, com cêrca de quatro pés de profundidade, três de largura e seis ou sete de altura. Não parecia ter sido escavado para um uso especial, mas formado simplesmente pelo intervalo entre dois dos colossais pilares de teto das catacumbas e tinha como fundo uma das paredes de sólido granito, que os circunscreviam.&lt;br /&gt;Foi em vão que Fortunato, erguendo a tocha mortiça, tentou espreitar a profundeza do recesso. A fraca luz não nos permitia ver-lhe o fim.&lt;br /&gt;- Vamos - disse, - aqui está o Amontillado. Quanto a Luchesi ...- É um ignorantaço! - interrompeu meu amigo, enquanto caminhava, vacilante, para diante e eu o acompanhava rentee aos seus calcanhares. Sem demora alcançou ele a extremidade do nicho e, não podendo mais prosseguir, por causa da rocha, ficou estupidamente apatetado. Um momento mais e ei-lo acorrentado por mim ao granito. Na sua superfície havia dois anéis de ferro, distando um do outro cêrca de dois pés, horizontalmente. De um deles pendia curta cadeia e do outro um cadeado. Passar-lhe a corrente em tôrno da cintura e prendê-lo, bem seguro, foi obra de minutos. Estava por demais atônito para resistir. Tirando a chave, saí do nicho.&lt;br /&gt;- Passe sua mão - disse eu - por sobre a parede; não poderá deixar de sentir o salitre. É de fato bastante úmido. Mais uma vez permita-me implorar-lhe que volte. Não? Então devo positivamente deixá-lo. Mas é preciso primeiro prestar-lhe todas as pequeninas atenções que puder.&lt;br /&gt;- O Amontillado! - vociferou meu amigo, ainda não recobrado do espanto.&lt;br /&gt;- É verdade - repliquei, - o Amontillado.&lt;br /&gt;Ao dizer estas palavras pus-me a procurar as pilhas de ossos, a que me referi antes. Jogando-os para um lado, logo descobri grande quantidade de tijolos e argamassa. Com estes materiais e com o auxilio de minha colher de pedreiro, comecei com vigor a emparedar a entrada do nicho.Mal havia eu começado a acamar a primeira fila de tijolos, descobri que a embriaguez de Fortunato se tinha dissipado em grande parte. O primeiro indício disto que tive foi um surdo lamento, lá do fundo do nicho. Não era o choro de um homem embriagado. Seguiu-se então um longo e obstinado silêncio. Deitei a segunda camada, a terceira e a quarta e depois ouvi as furiosas vibrações da corrente. O barulho durou vários minutos, durante os quais, para gozá-lo com maior satisfação, interrompi meu trabalho e me sentei em cima dos ossos.&lt;br /&gt;Quando afinal o tilintar cessou, tornei a pegar na colher e acabei sem interrupção a quinta, a sexta e a sétima camadas. A parede estava agora quase ao nível de meu peito. Parei de novo e, levantando o archote por cima dela, lancei uns poucos e fracos raios sobre o rosto dentro do nicho. Uma explosão de berros fortes e agudos, provindos da garganta do vulto acorrentado, me fez recuar com violência. Durante um breve momento hesitei. Tremia. Desembainhando minha espada, comecei a apalpar com ela em torno do nicho, mas uns instantes de reflexão me tranquilizaram.&lt;br /&gt;Coloquei a mão sobre a alvenaria sólida das catacumbas e senti-me satisfeito. Reaproximei-me da parede. Respondi aos urros do homem. Servi-lhe de eco ... ajudei-o a gritar ... ultrapassei-o em volume e em força. Fui fazendo assim e por fim cessou o clamor.Era agora meia-noite e meu serviço chegara ao têrmo. Completara a oitava, a nona e a décima camadas. Tinha acabado uma porção dessa última e a décima primeira. Faltava apenas uma pedra a ser colocada e argamassa. Carreguei-a com dificuldade por causa do pêso. Coloquei-a, em parte, na posição devida. Mas então irrompeu de dentro do nicho uma enorme gargalhada, que me fez eriçar os cabelos. Seguiu-lhe uma voz lamentosa , que tive dificuldade em reconhecer como a do nobre Fortunato. A voz dizia:&lt;br /&gt;- Ah! Ah! Ah! ... Eh! Eh! Eh! ... Uma troca bem boa de fato ... uma excelente pilhéria. Haveremos de rir a bandeiras despregadas lá no palácio ... Eh! Eh! Eh! ... a respeito desse vinho ...Eh! Eh! Eh!&lt;br /&gt;- O Amontillado! - exclamei eu.- Eh! Eh! Eh! ... Eh! Eh! Eh! ... Sim, o Amontillado. Mas já não será tarde? Já não estarão esperando por nós, no palácio, minha mulher e os outros? Vamos embora.&lt;br /&gt;- Sim - disse eu, - vamos embora.- Pelo amor de Deus, Montresor!&lt;br /&gt;- Sim - disse eu, - pelo amor de Deus!Aguardei debalde uma resposta a essas palavras. Impacientei-me. Chamei de voz alta.&lt;br /&gt;- Fortunato!Nenhuma resposta. Chamei de novo!- Fortunato!Nenhuma resposta ainda. Lancei uma tocha, através da abertura remanescente, e deixei-a cair lá de dentro. Como resposta ouvi apenas o tinir dos guizos. Senti um aperto no coração ... devido talvez à umidade das catacumbas. Apressei-me em terminar meu trabalho. Empurrei a última pedra em sua posição. Argamassei-a. Contra a nova parede, reergui a velha muralha de ossos. Já faz meio século que mortal algum os remexeu. In pace requiescat!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-4984844100411717208?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/4984844100411717208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=4984844100411717208&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/4984844100411717208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/4984844100411717208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2007/04/edgar-allan-poe-biografia-e-textos.html' title='Edgar Allan Poe, biografia e textos'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_85ifLmTHVs4/RhcNQknFYRI/AAAAAAAAAR0/DUSMYBAVLx4/s72-c/fotoedgarallanpoe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-6550199716680217776</id><published>2007-03-08T18:16:00.000-08:00</published><updated>2007-04-01T07:44:17.902-07:00</updated><title type='text'>Guy de Maupassant</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_85ifLmTHVs4/Rg1m6yHk8II/AAAAAAAAARc/KoI08mvrG14/s1600-h/fotomaupass.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047803917424193666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_85ifLmTHVs4/Rg1m6yHk8II/AAAAAAAAARc/KoI08mvrG14/s400/fotomaupass.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Henri-René-Albert-Guy de Maupassant nasceu a 5 de agosto de 1850, no castelo de Miromesnil, a oito quilômetros de Dieppe. Sua família se estabelecera na Normandia desde meados do século XVIII. Foi ali que Maupassant se criou e viveu toda a sua infância e primeira juventude, a principio no litoral, depois no interior da região. "A vagabundagem desses primeiros anos - diz um de seus biógrafos - lhe valeu uma saúde robusta, o gosto do espaço e do ar livre, um perfeito conhecimento dos homens e das coisas que deveria pintar de preferência".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha vinte anos quando deflagrou a guerra franco-prussiana. Alistou-se e fez toda a campanha. Aí também se envolve de perto nos acontecimentos que mais tarde poria em cena. Parte depois para Paris e emprega-se no Ministério da Marinha, de onde passará mais tarde para o da Instrução Pública. Desse mundo do funcionalismo encontram-se igualmente, nas suas obras, numerosas recordações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse período de dez anos (1870-1880) é o período praparatório do escritor. Divide os seus lazeres entre as regatas no Sena e os seus primeiros ensaios literários: teatro, poesia, novelas. Mas todo esse longo trabalho, ele o conserva em segredo. Durante esses dez anos, apenas publicou duas ou tres breves narrativas e meia duzia de poemas. Pode-se dizer que Flaubert é nesta época a única pessoa que sabe da secreta atividade literária de Maupassant. Ele assiste com orgulho à ecolosão do talento de Guy, aconselhando-o e animando-o com incansável paciência. Flaubert, na sua mocidade, fôra amigo íntimo de Alfred de Poittevin, tio materno de Maupssant, e transportou para o sobrinho a afeição e interessa que dedicava ao tio. Sua influência foi decisiva. Maupassant, com as suas qualidades próprias figura na história literária como o descendente direto de Flaubert. É o escritor realista por excelência e universalmente considerado como o fixador da forma clássica do conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu primeiro volume &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Des Vers, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;publicado sob o patrocínio de Flaubert, e sobretudo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Boule de Suif, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;que apareceu no mesmo ano (1880), em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Les Soirés de Médan&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, marcam o fim da aprendizagem. Maupassant é desde então o mestre de sua arte. O enorme sucesso de Boule de Suif lhe permitiu consagrar-se inteiramente ao mister literário, abrindo-lhe a porta de diferentes jornais, onde, durante anos, quase a cada semana, aparece uma crônica ou um conto de sua autoria, sem contar os romances publicados durante o mesmo espaço de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maupassant vive então, ora em Paris, ora em Etretat, onde mandara construir um vilino, La Guillette. Mas tinha também a paixão das viagens. E, livre de abandonar-se a seus gostos, perde-se em longos cruzeiros a bordo de seu iate Bel-Ami. Por várias vezes vai até a Argélia; é encontrado na Córsega ou na Sicilia; apraz-lhe fazer longas escalas pelos diferentes portos da Côte d"Azur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por volta dos 36 anos que aparecem os primeiros sintomas da doença que o aniquilaria. Escreve menos, e Le Horla sugere que ele está sujeito a alarmantes desvios da imaginação. Começa então a tomar interesse pelos problemas religiosos e, por algum tempo, faz da Imitação o seu livro de bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas doenças nervosas herdadas, além do excesso de exercícios físicos e o imprudente uso de drogas, acabam por abalar-lhe a forte constituição; sua misantropia se agrava e ele sofre alucinações. Atingido de paralisia geral, de que a mania das grandezas fôra um dos sintomas, ia ele passar o inverno de 1891 em Cannes, quando sua razão começa lentamente a sossobrar. Em janeiro de 1892 tenta suicidar-se e é removido para Paris, onde morre em penosas circunstâncias a 6 de julho de 1893.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;A SALPÊTRIÈRE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;(Extraido do "Livro de San Michele" de Axel Munthe, Edição da Livraria do Globo, edição 1947)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;" Nunca deixava de assistir às famosas lições das terças-feiras do Professor Charcot, na Salpêtrière, então dedicadas à "grande história" e ao hipnotismo. O vasto anfiteatro regurgitava de um público multiforme que acorria de todo o país; escritores, jornalistas, atores e atrizes, semimundanas elegantes, todos espicaçados por uma curiosidade mórbida de presenciar os supreendentes fenêmenos do hipnotismo, quase esquecido, desde os dias de Mesmer e Braid.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foi precisamente numa daquelas conferências que travei conhecimento com Guy de Maupassant, já então famoso pela sua Boule de Suif e a inolvidável Maison-Tellier. Falava sempre de hipnotismo e de toda a espécie de perturbações mentais, e não se cansava de questionar-me para conhecer o pouco que eu sabia dessas matérias. Procurava conhecer todos os pormenores a respeito de loucura, pois recolhia material para a sua terrível obra &lt;strong&gt;La&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Horla&lt;/strong&gt;, quadro fiel do seu trágico futuro. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma vez acompanhou-me até Nancy para visitar a clínica do Professor Bernheim, o que me abriu os olhos sobre os erros da escola de Salpêtrière quanto ao hipnostismo. Também fui durante alguns dias hóspedes a bordo do seu iate. Recordo-me perfeitamente de uma noite inteira que passamos falando da morte no salãozinho do seu Bel-Ami ancorado no porto de Antibes. Maupassant temia a morte; disse-me que a idéia da morte quase nunca o abandonava. Queria saber as propriedades dos diferentes venenos, a sua rapidez de ação e relativa ausência de dor. Insistia particularmente sobre a morte no mar. Disse-me que supunha que a morte no mar, sem um salva-vidas, era relativamente fácil; mas, com ele devia ser a mais terrível de todas. Ainda me parece estar a vê-lo, contemplando com seus olhos profundos os salva-vidas colocados na porta e ouvir-lhe dizer que na manhã seguinte os deitaria à água. Perguntei-lhe se pensava em afogar-nos durante o nosso projetado cruzeiro à Córsega. Permaneceu um momento silencioso e por fim respondeu que não, que pensava morrer os braços de uma mulher. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Respondi-lhe que tinha as maiores probabilidades, com a via que fazia, de conseguir o seu desejo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Enquanto falava, Yvone despertou e, meio adormecida, pediu outra taça de champanhe, voltando a adormecer com a cabeça nos joelhos de Maupassant. Era uma bailarina de dezoito anos, acostumada às viciosas carícias dos velhos que freqüentam os bastidores da Ópera, e que ia a caminho de perder-se completamente a bordo do Bel-Ami, nos braços do seu terrível amante. Bem sabia que nenhum salva-vidas a poderia salvar; que a jovem o teria repelido, se alguém lho oferecesse; que, juntamente com o corpo, tinha dado o coração àquele insaciável macho que só pedia o corpo. Sabia qual seria seu destino, pois não era a primeira rapariga a quem vira adormecida com a cabeça nos joelhos do escritor.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Até onde ele era responsável pelos seus atos eis outro problema. O temor lhe acossava o cérebro, dia e noite atormentado transluzia-lhe nos olhos; e eu, já o considerava como um homem perdido. Sabia que o sutil veneno da sua &lt;/em&gt;Boule de Suif&lt;em&gt; já começara a destruir aquele magnifico cérebro. Também ele o suspeitava? Assim me pareceu muitas vezes. Sobre a mesa que havia entre nós dois estava o original da sua obra&lt;/em&gt; Sur l'Eau&lt;em&gt;, alguns capítulos da qual acabava de ler-me, e que eu reputava o melhor de tudo quanto havia escrito. Continuava produzindo com velocidade febril obras-primas, uma atrás das outras, estimulando o excitado cérebro com champanhe, éter, e toda a espécie de drogas. Mulheres, umas a seguir às outras, em interminável sucessão, precipitavam o colapso, mulheres recrutadas em todos os bairros, desde o&lt;/em&gt; Faubourg Saint-Germain&lt;em&gt;, até aos bulevares, atrizes, bailarinas,&lt;/em&gt; midinettes, grisettes, &lt;em&gt;rameiras vulgares. Os amigos chamavam-lhe "o touro triste". Mostrava-se desmedidamente orgulhoso dos seus êxitos; aludia a senhoras misteriosas da mais alta sociedade, introduzidas na sua casa da rua Clauzel pelo seu fiel criado François, - primeiro sintoma da sua próxima loucura das grandezas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Subia às vezes a correr as escadas da Avenida de Villiers, sentava-se a um canto do meu gabinete, olhando-me em silêncio com aquela morbida fixidez de olhar que tão bem lhe conhecia. Permanecia com freqüência alguns minutos parado, a contemplar-se no espelho da chaminé, como se olhasse um estranho. Contou-me um dia que, enquanto sentado na sua cadeira escrevia uma nova obra, sentira uma viva surpresa ao ver entrar no gabinete um estranho, apesar da severa vigilância do criado. O intruso sentou-se na sua frente e começou a ditar-lhe o que ele ia escrever. Dispunha-se a chamar François, para o mandar pôr na rua quando viu com horror que o intruso era ele próprio.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dois dias depois estava eu ao pé dele na Ópera, entre os bastidores, olhando Yvone, que bailava um&lt;/em&gt; pas-de-quatre &lt;em&gt;sorrindo, às escondidas do amante, cujos olhos reluzentes nunca se apartavam dela. Ceamos tarde no elegante andar que ele acabava de alugar para Yvone. Quando ela tirou um pouco as cores do rosto, fiquei espantado ao ver como estava pálida e gasta, em comparação da primeira vez que a vi no iate. Disse-me que sempre tomava éter quando bailava; que não havia nada melhor do que éter como reconstituinte; todas as suas companheiras o tomavam e até o próprio Monsieur le Directeur du Corps de Ballet.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Com efeito vi-o morrer por isso mesmo anos depois na sua casa de Capri. Queixava-se Maupassant de que Yvone emagrecia muito e de noite não o deixava dormir com a sua tosse pertinaz. A seu pedido auscultei-a na manhã seguinte: mostrava graves sintomas no vértice de um pulmão. Disse  a Maupassant que a jovem tinha que observar um repouso absoluto, e aconselhei-lhe a que a mandasse durante o inverno para Menton. Maupassant respondeu-me que faria com muito gosto quanto pudesse por ela. Aliás, não lhe agradavam as mulheres magras. A rapariga negou-se em absoluto a partir, preferindo morrer a deixá-lo. Deu-me muito que fazer durante o inverno, e trouxe-me muitos e novo doentes. Uma após outra, as suas companheiras começaram a aparecer pela minha casa da Avenida de Villiers para consultar-me às escondidas, com receio de que o médico titular da Ópera as pudesse deixar a meio soldo. Os bastidores do corpo de baile representavam para mim um mundo novo, não isento de perigo para um explorador inexperiente; porque, desgraçadamente, não era só no altar da deusa Terpsicore que aquelas jovens vestais depunham as grinaldas da sua mocidade. Felizmente a deusa daquelas pobres raparigas foi expulsa do meu Olimpo com os últimos e olvidados sons da Chaconne de Gluck e do Minuete de Mozart, o que restava não representava aos meus olhos mais do que simples acrobacia. O mesmo não acontecia com os &lt;/em&gt;habitués&lt;em&gt; dos bastidores. Não cansava de assombrar-me da facilidade com que aqueles decrépitos tenórios perdiam o equilibrio próprio, contemplando aquelas raparigas seminuas, que mantinham o seu na ponta dos pés.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Yvone teve a primeira hemorragia e a doença progredia seriamente. Maupassant, como todos os escritores que descreviam a doença e a morte, odiava vê-las de perto. Yvone tomava duzias de frascos de óleo de fígado de bacalhau para engordar, pois sabia que o amante não gostava de mulheres magras. Tudo em vão. Em breve, da sua bela juventude, não restavam mais do que os olhos maravilhsos, incediados pela febre e o éter. A bolsa de Maupassant continuava aberta para ela, mas de pronto os braços apertaram o corpo de uma das suas companheiras. Yvone arrojou uma garrafa de vitríolo à face da rival. Por fortuna mal acertou, e escapou com dois meses de cadeia, graças à poderosa influência de Maupassant e a um atestado meu em que declarava que a rapariga tinha poucos meses de vida. Ao sair da prisão negou-se a voltar à casa onde vivera com Maupassant, apesar dos seu rogos. Desapareceu na imensidade desconhecida da vasta cidade como um animal condenado que se esconde para morrer.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Uma mês depois encontrei-a, por acaso, numa cama do hospital de Saint Lazare, última estação da Via Crucis das mulheres perdidas de Paris. Disse-lhe que o iria comunicar a Maupassant, o qual, estava certo, não tardaria em procurá-la. Nessa mesma tarde fui à casa do escritor. Não havia tempo a perder. Era fora de dúvida que à pobre não restavam muitos dias de vida. O fiel François mantinha-se no seu habitual posto de cérbero defendendo o amo contra os intrusos. Em vão tentei ser recebido; as ordens eram terminantes. Visita alguma, sob qualquer pretexto podia ser introduzida: era a costumada história da senhora misteriosa. Como único recurso fui obrigado a escrever um pequeno bilhete, referindo-lhe o caso, que François prometeu entregar. Nunca consegui saber se lhe chegou às mãos. Suponho que não, porque François procurava sempre afastar do amo as histórias molestas de mulheres. Quando um dia depois fui a Saint Lazare, Yvone estava morta. Disse-me a monja que tinha passado a manhã a pintar a cara, a pentear os cabelos, e pedira até a uma velha prostituta da cama ao lado que lhe emprestasse o seu xale de seda encarnada, último vestigio de um antigo esplendor, para esconder os ombros esquálidos. À monja dissera que esperava o seu senhor; inquieta, esperou durante todo o dia; mas este não foi. Na manhã seguinte encontraram-na morte no leito. Ingerira até a última gota a poção de cloral.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dois meses depois vi Guy de Maupassant em Passy, no conhecido manicômio da &lt;/em&gt;Maison&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Blanche&lt;em&gt;. Dava voltas pelo braço de seu fiel François atirando pedrinhas nos canteiros de flores, com o gesto do Semeador de Millet. - Olha, olha - dizia ele,  - se vier chuva hão de nascer todas na primavera como pequenos Maupassants."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-6550199716680217776?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/6550199716680217776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=6550199716680217776&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/6550199716680217776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/6550199716680217776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2007/03/guy-de-maupassant.html' title='Guy de Maupassant'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_85ifLmTHVs4/Rg1m6yHk8II/AAAAAAAAARc/KoI08mvrG14/s72-c/fotomaupass.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7810314693724179843.post-8301524263372924235</id><published>2007-03-08T17:04:00.000-08:00</published><updated>2007-04-04T06:01:43.182-07:00</updated><title type='text'>Tácito</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_85ifLmTHVs4/RfDBfagCcqI/AAAAAAAAAOY/ZRxi_dY6czs/s1600-h/fotogeorge.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5039740728461390498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_85ifLmTHVs4/RfDBfagCcqI/AAAAAAAAAOY/ZRxi_dY6czs/s400/fotogeorge.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Chamou-se Cornelius Tacitus. Admite-se que haja nascido de boa familia entre os anos de 54 e 56, depois de Cristo. Seu falecimento parece ter ocorrido no ano de 120. Sua vida durou, consequentemente, de 64 a 66 anos, atravessando a fase de governo de vários imperadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre estes imperadores se incluem Nero, que se suicidou; Galba, que foi assassinado; Oto, que se retirou da existência por suas prórpias mãos; Vitélio, que foi assassinado; Vespasiano Tito, filho de Vespasiano Domiciano, também filho de Vespasiano, e que foi assassinato numa conspiração chefiada por sua esposa; Nerva Trajano, adotado por Nerva como filho e sucessor; e Adriano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se conhece a data exata do nascimento de Tácito, nem o lugar preciso em que tal nascimento se deu. Acredita-se que haja nascido em Terni, na Úmbria, Itália, e falecido em Roma. Quanto aos seus ascendentes, tem-se notícia, apenas, de um funcionário, que também se chamou Cornélio Tácito, mas que não se sabe se foi pai ou tio do historiador. A notícia está na &lt;em&gt;&lt;strong&gt;História Natural&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (VII, 16, 76), de Plinio, o Velho, e diz que o citado funcionário romano administrava os impostos da Gália Belga. Deduziu-se, por aí, que, filho ou sobrinho do aludido cavalheiro de Roma, Tácito procedeu de uma das muitas famílias, cujos varões exerciam cargos fiscais - cargos esses de grandes responsabilidades e também de excelentes oportunidades para a acumulação de fortunas pecuniárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que o ascendente mais próximo de Tácito, que se incumbiu da educação deste, fez questão de que o então futuro historiador entrasse para o círculo da melhor sociedade do tempo, e se preparasse para as mais altas dignidades publicas, a fim de receber o &lt;em&gt;laticlavo&lt;/em&gt; - a toga dos senadores e cavaleiros da antiga Roma, que se guarneceria de amplo debrum de púrpura.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Também quanto à educação e à carreira pública de Tácito, muitas dúvidas existem, e, provavelmente, nunca mais serão dissipadas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A este propósito, o mais que se conhece é tomado das referências que o próprio historiador fez de si mesmo, em seus escritos. Como, porém, Tácito pertence ao número dos escritores antigos que menos se deleitaram com contar aos contemporâneos, ou aos pósteros, as peripécias de sua vida particular, os dados disponiveis são parcos. E a melhor fonte, neste assunto, ainda são as onze cartas que Tácito enviou ao seu amigo íntimo, Plínio, o Moço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Afirma Tácito, nas Histórias (1, I), que "&lt;em&gt;minha situação política começou durante o reinado de Vespasiano, melhorou com o de Tito, e subiu ainda mais com o de Domiciano&lt;/em&gt;". Tácito foi, sem dúvida, questor, na época de Vespasiano - tribuno, ou, presumivelmente, edil, ao tempo de Tito (lá pelo ano de 80 ou 8l), quando contava pelo menos vinte e cinco anos de idade. No ano de 77, Tácito fez-se noivo da filha de Cneio Júlio Agrícola, casando-se com ela no ano seguinte (78). Agrícola, genral de magnífica reputação, era cônsul e estava de partida para a Bretanha, a fim de a conquistar, como de fato a conquistou, quando casou sua filha. E por aqui se positiva que Tácito devia descender de família ilustre, porquanto, do contrário, não lhe seria aberta a possibilidade dessa categoria social de matrimônio. De sua esposa, Tácito (em Agrícola, 4) diz apenas que se tratava de "&lt;em&gt;moça de bela esperança&lt;/em&gt;".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No ano de 88, em pleno governo de Domiciano, Tácito - como pretor, e como membro de um colégio muito importante de religiosos, a que só pertenciam descendentes de famílias ilustres - presidiu os jogos seculares. No ano de 89, saiu de Roma, ausentando-se por quatro anos. Admite-se que tenha ido administrar uma província nas redondezas da Germânia, e, com mais verossemelhança, a Gália Belga. Das oportunidades proporcionadas pelo posto que foi ocupar é que resultou o livro &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Germânia, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;trabalho de observação arguta e profunda a respeito dos povos "bárbaros", contra os quais advertiu os Romanos, por constituirem, no seu pensar, "ameaça" à segurança do Império.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Voltando a Roma no ano de 93, Tácito não se deu muito bem com o regime inicial de Domiciano. Recolheu-se à obscuridade voluntária, aceitando passivamete aquele governo de desconfiança e de terror, para sobreviver. Com a ascensão de Nerva ao trono de Roma, a vida de Tácito, já então senador, se fez novamente próspera, melhorando muito com o advento de Trajano, sucessor de Nerva. No &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Agrícola&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, Tácito se refere ao governo de Trajano, dizendo ter sido "um tempo singularmente abençoado"; mas descreve, com evidente amargura, a época de Domiciano, por se haver, durante o governo deste, perdido a melhor parte da sua juventude. Tanto é assim que, superada essa época, Tácito se considera envelhecido e, na verdade, "sobrevivente de si mesmo".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No curso de sua vida, Tácito, que, de modo sumário, na bibliografia romana, aparece com a qualificação de "favorito dos Césares", se viu aureolado de todas as mais elevadas dignidades públicas e intelectuais a que um cidadão do seu tempo poderia aspirar - afora a dignidade de imperador. Viveu vida intensa, por vezes sombria, sem dúvida, mas quase sempre iluminada por acontecimentos aristocráticos, de ampla significação política e social. Foi admirado e querido pelas mulheres de sua época, sendo, igualmente, admirado e querido pela juventude que anisava por adquirir, ou imitar, a magia da sua eloqüência e a técnica superior da oratória.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Moralmente, Tácito foi homem moderado, de costumes predominantemente austeros, preferindo, sem prejuízo do seu gênio, o equilibrio da virtude média e sensata aos exageros do fanatismo, que cegam, ou aos transbordamentos do entuasiamo, que embrigam.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7810314693724179843-8301524263372924235?l=livrariaphylos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/feeds/8301524263372924235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7810314693724179843&amp;postID=8301524263372924235&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/8301524263372924235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7810314693724179843/posts/default/8301524263372924235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://livrariaphylos.blogspot.com/2007/03/tcito.html' title='Tácito'/><author><name>Mauro Pereira da Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_85ifLmTHVs4/S_wu9CUoJoI/AAAAAAAABd8/ZiozQaXevHY/S220/Mascara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_85ifLmTHVs4/RfDBfagCcqI/AAAAAAAAAOY/ZRxi_dY6czs/s72-c/fotogeorge.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
